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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, demonstrou aprovação com a compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar, anunciada na última sexta-feira (4). Eu achei muito bom, porque hoje o mercado é feito de grandes empresas, e nós precisamos de grandes competidores para competir com os grupos estrangeiros, afirmou Mantega, ontem à noite, em São Paulo, durante a entrega do prêmio Brasileiro do Ano, da revista IstoÉ, na qual foi premiado na área da Economia.

O ministro negou que negócio signifique uma concentração do mercado e ponderou que, até certo ponto, uma concentração pode ser sadia. "Naturalmente, os órgãos de fiscalização e vigilância vão avaliar isso com todo critério e, se houver algum problema, eles farão mudanças para beneficiar o consumidor."

De acordo com o ministro, embora a nova empresa formada pelo grupo Pão de Açúcar e pelas Casas Bahia concentre um quarto do faturamento do varejo, outros 75% estão nas mãos de outros grupos, inclusive de grande porte. "O setor automobilístico, por exemplo, é um setor de grandes empresas e é um dos mais competitivos que temos. As montadoras competem entre si e praticam preços baixos", avaliou.

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