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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou hoje que a alta recente do déficit em transações correntes reflete uma redução no saldo comercial. Durante palestra na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), ele afirmou que o Brasil sempre conviveu, no passado, com alto déficit em transações correntes, acima de 3% do Produto Interno Bruto.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou hoje que a alta recente do déficit em transações correntes reflete uma redução no saldo comercial. Durante palestra na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), ele afirmou que o Brasil sempre conviveu, no passado, com alto déficit em transações correntes, acima de 3% do Produto Interno Bruto. O aumento recente é "passageiro", em sua visão, e pode durar até 2011, quando os países afetados pela crise retomem sua atividade econômica e voltem a comprar do Brasil.<p><p>Mantega também comentou sobre as medidas avaliadas pelo governo para apoiar exportadores. Ele citou, entre elas, a implantação do Eximbank para financiar o setor, instituição que será subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a criação de um fundo garantidor. "Estamos montando um fundo garantidor de grande porte, que dê garantia ao exportador e, dessa maneira, reduza o risco e o custo financeiro", disse.<p><p>Outra medida em estudo é a possível devolução de créditos aos exportadores. Mantega lembrou que esta é uma demanda do setor. Ele citou que a Receita Federal demora até cinco anos para verificar créditos não utilizados que são reivindicados por um exportador. No caso dos créditos utilizados, esclareceu que a devolução é imediata. O ministro não especificou detalhes da eventual devolução de créditos nem os possíveis valores envolvidos. Ele previu que os estudos serão concluídos nas próximas semanas.
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