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Protestos visam barrar reforma previdenciária no país, que elevará em dois anos a idade para a aposentadoria

Paris, 24 out (EFE).- O secretário-geral da Confederação Geral do Trabalho (CGT), Bernard Thibault, disse neste domingo estar convencido de que os protestos contra a reforma do sistema previdenciário continuarão, embora a lei tenha sido aprovada, e pediu ao presidente Nicolas Sarkozy que abra negociações.

"A mobilização vai continuar", assegurou em entrevista à rede de televisão "France 5". Thibault, que pediu a Sarkozy que não sancione a lei, lembrou que o objetivo dos protestos é "a abertura de negociações com os sindicatos sobre o futuro das aposentadorias".

O líder do maior sindicato francês argumentou que "ninguém pode pensar que a adoção de uma lei em um tema como este pode acabar com o debate", que "vai continuar enquanto exista descontentamento", e disse que "os parlamentares não decretaram o fim da discussão sobre a previdência".

O Senado votou na sexta-feira passada o texto legislativo que aumenta a idade de aposentadoria em dois anos, dos 60 para os 62 anos para a voluntária, e dos 65 para os 67 para poder receber uma pensão completa. Thibault assinalou que as atuais mobilizações "não têm as mesmas características" dos protestos contra outras reformas da previdência, já que neste caso há "uma base interprofissional" e "o nível de descontentamento não diminuiu".

O secretário-geral da CGT classificou a reforma da previdência como "injusta" e justificou a opinião dizendo que não foi levado em conta as propostas de que as profissões que demandam maior esforço físico dispusessem de regras diferenciadas. Os sindicatos se reuniram na quinta-feira passada para definir dois novos dias de protestos, o primeiro com greves e manifestações na próxima quinta-feira, e o seguinte no sábado, 6 de novembro.

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