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O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta segunda-feira que, em 2009, o governo prevê a criação de 1,5 milhão de empregos formais, superando, assim, os 1,453 milhões de pessoas contratadas com carteira assinada no acumulado do ano de 2008.

De acordo com Lupi, de março em diante a oferta de empregos formais deve crescer, em contraponto aos meses de janeiro e fevereiro, que, segundo o ministro, serão fracos. No início da tarde de hoje Lupi anunciou que em dezembro de 2008 o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados registrou corte de 654.946 empregos formais no País - pior resultado da série histórica do Caged, que começou a ser feito em 1999.

Dentre os setores mais afetados pela crise financeira internacional, a indústria de transformação é, nas palavras de Lupi, o setor mais preocupante, uma vez que perdeu cerca de 273 mil postos de trabalho em dezembro do ano passado. Na avaliação do ministro, a área de mobiliário, calçados, borracha, fumo e couro foram muito afetados ao longo dos últimos anos, quando a cotação do dólar estava em baixa no Brasil e a competitividade do setor ¿ muito dependente de exportações- caiu.

Porém, na opinião do ministro, medidas já adotadas pelo governo, como a redução do IPI para automóveis, mostrarão efeitos positivos logo no início do ano. "O grande foco é a indústria de transformação. Temos que trabalhar fortemente para construir políticas para estea área. A redução do IPI para a compra de automóveis se mostrou boa, pois a venda, nos quinze primeiros dias deste ano, está similar à de igual período de 2008", observou.

Carlos Lupi esteve reunido com o presidente Lula esta manhã e anunciou à imprensa que o governo estuda medidas que incentivem a criação de empregos formais a serem anunciadas até o final do mês. O ministro disse ainda que o Banco Central deve reduzir a taxa de juros durante reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira. Na avaliação dele, entretanto, não adianta se os bancos não acompanharem [a queda nos juros]. Eles estão aumentando os juros por causa do que consideram ser um cenário de mais risco", concluiu.

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