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BRASÍLIA - Para contemporizar o quadro bem negativo que teria sinalizado no fim de semana, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, negou nesta segunda-feira que o País tenha registrado perda de 600 mil vagas formais em dezembro, o dobro da média histórica para o período. O ministro negou essa estimativa e manteve a previsão de recorde histórico para a geração líquida de vagas em 2008, acima do total de 1,6 milhão registrado em 2007.

Por meio de sua assessoria, Lupi negou que a crise financeira internacional tenha gerado tamanho número de cortes no Brasil no mês passado.

Segundo o ministro, não há como adiantar os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apura o emprego formal em todo o país, porque algumas unidades ainda não enviaram os dados fechados.

E a data para a divulgação oficial dos números do Caged para o ano de 2008 não está fechada, porque Lupi viaja nesta quarta-feira ao Chile, e só deve retornar no fim da semana.

O ministro participará de conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT), convocada para discutir a crise mundial. Segundo Lupi, o Brasil foi convidado a relatar as várias medidas que o governo vem tomando desde o fim do ano passado para tentar minimizar uma queda forte do emprego, conforme apontam as perspectivas de desaceleração da atividade interna.

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