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BRASÍLIA ¿ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta quarta-feira ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e à coordenação nacional da Conlutas que irá telefonar para o presidente da Embraer, Frederico Curado, para pedir que haja uma negociação entre a empresa e os trabalhadores demitidos no último dia 19.

Segundo interlocutores do Planalto, o presidente teria ficado preocupado com a situação dos trabalhadores. A coisa mais civilizada que pode acontecer no século XXI é uma empresa negociar com os sindicatos. Vou ligar para o Frederico e dizer que é muito importante ele chamar vocês para conversar, teria dito o presidente Lula, segundo interlocutores do Planalto.

Na semana passada, Lula fez um apelo ao presidente da Embraer para que a empresa pudesse de alguma forma, apoiar os funcionários que foram demitidos. Segundo informou Curado na ocasião, o presidente teria solicitado um apoio adicional aos demitidos.

"O presidente nos fez um apelo e nós vamos considerar este apelo. Ele pediu para ver o que a empresa pode fazer além do que a empresa já está fazendo. A empresa está cobrindo por um ano as despesas integralmente do plano médico dos demitidos e de suas famílias, disse Curado após reunião com Lula na semana passada.

Os metalúrgicos se reuniram no fim desta manhã com o presidente Lula para pedir que ele tome providências no sentido de que a Embraer reintegre os trabalhadores. O sindicato alega que a Embraer não tem por que demitir os 4,2 mil empregados, uma vez que tem todas as condições de manter os empregos.

Briga na Justiça

No último dia 27, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) concedeu liminar suspendendo, até 5 de março, as mais de 4.200 demissões feita pela Embraer. A liminar é resultado de ação das centrais Força Sindical e Conlutas, que protocolaram no TRT de Campinas uma ação de dissídio coletivo para pedir a anulação das demissões.

Na ação, as entidades sindicais argumentam que a Embraer ignorou os sindicatos e não estabeleceu nenhum tipo de negociação antes de oficializar a demissão em massa.

Segundo o coordenador da Conlutas, José Maria de Almeida, o presidente Lula teria dito que está torcendo para que a justiça mantenha a decisão de reintegração dos trabalhadores demitidos.

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