Tamanho do texto

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a atual situação do Brasil no cenário internacional reduziu a subserviência em relação aos governantes brasileiros. Lula garantiu que recebeu a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, em uma deferência ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

"Ainda vi esses dias o que é a subserviência quando veio a Hillary Clinton aí. É engraçado que a imprensa queria saber se 'o senhor vai tratar de tal assunto com a Hillary Clinton?' Não. Quem vai tratar com ela é o ministro Celso Amorim", ressaltou Lula.

"Eu vou recebê-la numa deferência, porque o Celso Amorim pediu para recebê-la, mas a conversa é de ministro para ministro. Quando for o (Barack) Obama (presidente dos EUA), aí eu converso com ele e trato do assunto com ele. Seria no mínimo falta de respeito, até por uma questão de hierarquia e de tornar as coisas mais ou menos equânimes", acrescentou, durante a assinatura de contratos para construção de equipamentos do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

Lula voltou a citar a mãe, lembrando que ela, mesmo analfabeta, o ensinou a nunca baixar a cabeça. O presidente brasileiro também minimizou os elogios que recebeu do colega americano, Barack Obama, quando este se referiou a Lula como " o Cara " .

"Há uma diferença entre o que o Obama disse e a realidade. Eu não sou o cara. Eu sou o presidente da República que governa o país de 190 milhões de caras", disse Lula.

(Rafael Rosas | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.