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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega venezuelano, Hugo Chávez, assinaram nesta sexta-feira, na Venezuela, 15 acordos de cooperação, envolvendo principalmente as áreas de energia e petróleo.

Os convênios foram firmados na cidade de El Tigre, 320 km a sudeste de Caracas, onde Lula concluiu sua visita de dois dias à Venezuela.

Durante a viagem de Lula, Petrobras e Petróleos de Venezuela (PDVSA) assinaram finalmente o compromisso para que a Venezuela se some ao projeto da refinaria Abreu e Lima, na região do Recife, com participação de 40%.

A capacidade da refinaria, que deverá entrar em funcionamento em 2011, é estimada em 230.000 barris diários.

Por falta de acordo com a Venezuela, o Brasil iniciou sozinho a construção desta instalação, com um custo estimado de 12 bilhões de dólares.

Segundo o ministro venezuelano de Energia, Rafael Ramírez, no acordo se definem "os termos pelos quais a PDVSA ingressa como acionista do projeto de construção e na operação da refinaria Abreu e Lima".

A PDVSA também assinou um contrato com a brasileira Odebrecht para a exploração de petróleo e gás no estado de Zulia (oeste), com a formação de um consórcio entre as duas empresas.

Brasil e Venezuela firmaram ainda convênios petroquímicos e um projeto de desenvolvimento do eixo "Puerto Ordaz-Manaus", que envolve a instalação de distinas "empresas socialistas" com a cooperação brasileira.

Chávez destacou que o Brasil trabalhará na "implementação da radiodifusão digital terrestre" na Venezuela, incluindo sua industrialização, com a produção de "milhões de televisores e telefones celulares".

O Brasil também vai cooperar com a Venezuela na construção de casas em Caracas, e em projetos nas áreas de saúde e esportes.

Segundo Chávez, o acordo esportivo é "um convênio para proteger o Brasil da ofensiva do futebol" venezuelano.

jt/LR

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