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BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que não vai colocar a perder as conquistas de seu governo na área econômica. Em hipótese alguma, permitirei a volta da inflação e a irresponsabilidade fiscal, afirmou, depois de comentar que o país segue crescendo. E não é um vôo de galinha, é uma águia que descobriu que pode voar mais alto do que costumava, apontou.

Para uma platéia de mais de 400 pessoas entre empresários e políticos, Lula disse ao fechar a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Conselhão), no Palácio do Planalto, que o Brasil viveu longa estiagem de investimentos, mas que esse quadro mudou. E como mudou!, insistiu.

Ele pediu a reunião do Conselhão para uma apresentação do conjunto de investimentos públicos e privados na agenda até 2012, justificando que descobriu que aqui essas boas notícias ficam dispersas, ao contrário do que ocorre em outros países.

Infelizmente, esses anúncios não costumam ter destaque nos noticiários, criticou. Estamos vivendo uma nova etapa de desenvolvimento econômico, diferente do passado quando o crescimento era desequilibrado. Ele citou exemplos de investimentos recentes e programados em vários setores, como siderúrgico, automotivo, na indústria naval, bem como nas áreas de mineração, petróleo e energia.

A turma do contra que me desculpe, mas não haverá apagão no Brasil, afirmou Lula, depois de comentar a decisão do governo em retomar investimentos no programa de energia nuclear. Estão aí os leilões vitoriosos de Santo Antonio e Jirau, citou, sobre as usinas hidrelétricas do Rio Madeira em Rondônia, lembrando ainda a o projeto da transposição do rio São Francisco como exemplo de inversão na área de infra-estrutura hídrica.

A única forma duradoura de crescer é incluindo, e não segregando, disse ainda o presidente. Como referências de melhorias sociais, Lula citou a expansão da classe média e a redução da pobreza, conforme estudo apresentado na reunião pelo pesquisador da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri.

Mas não nos interessa crescer de qualquer forma; temos que considerar o meio ambiente para preservação da vida futura, prosseguiu. Ele ponderou, no entanto, que é preciso levar em conta as carências sociais no país. Também não podemos considerar a natureza intocável, enquanto muitos brasileiros ainda vivem na miséria.

Lula enfatizou que o crescimento em curso no país não é um vôo de galinha, como diriam economistas, pois o Brasil logrou atravessar o deserto da estagnação econômica e agora caminha em terras férteis. Ele aproveitou para fazer um apelo aos parlamentares presentes para que aprovem a proposta de Reforma Tributária, necessária ao aperfeiçoamento das conquistas econômicas.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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