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São Paulo, 5 out (EFE) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o Brasil não pode vacilar diante da crise financeira internacional, embora esteja preparado para enfrentá-la, e ressaltou que não haverá mudanças no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

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"Não haverá qualquer mudança nas obras do PAC, nas obras de infra-estrutura, nas obras da Petrobras, nas principais refinarias, nas obras de habitação, nada será mudado", disse Lula em São Bernardo do Campo (SP), onde votou nas eleições municipais.

Lula, que minimizou o impacto da crise financeira no Brasil, afirmou que até a licitação para construir um trem-bala entre São Paulo e Rio de Janeiro será feita em março de 2009, conforme previsto, "para provar que sabemos lidar com a crise".

"Fizemos o dever de casa quando era necessário e agora temos reservas (de US$ 200 bilhões) para enfrentar essa e outras crises", afirmou.

Apesar do discurso oficial, autoridades brasileiras admitiram que o acesso ao crédito para exportações e para o consumo interno foi afetado pela crise internacional, o que obrigou o Governo a adotar medidas para que não falte dinheiro no mercado.

De outro lado, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse hoje em Porto Alegre que o Brasil sentirá as turbulências da crise, mas concordou com Lula em que os investimentos em infra-estrutura não serão afetados.

"Não há dúvidas quanto aos recursos do PAC", disse a ministra, segundo a "Agência Brasil".

Rousseff acrescentou que a liquidez do setor privado também não será comprometida, pois há, no Brasil, condições para garantir o crédito interno.

"Vamos ter alguns problemas momentâneos, mas temos robustez suficiente para superar essa imensa fase de contágio", destacou.

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