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Em um discurso de improviso na solenidade de comemoração dos 37 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou do importante papel que o Brasil tem no mundo e disse que o País está enfrentando os países ricos, como os pobres muitas vezes não podem fazer. Citou, por exemplo, que o Brasil enfrentou os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), quando partiu para a retaliação em relação ao algodão.

Em um discurso de improviso na solenidade de comemoração dos 37 anos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou do importante papel que o Brasil tem no mundo e disse que o País está enfrentando os países ricos, como os pobres muitas vezes não podem fazer.

Citou, por exemplo, que o Brasil enfrentou os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC), quando partiu para a retaliação em relação ao algodão. E contou que bastou o governo ameaçar os norte-americanos, com o envio ao Congresso de Medida Provisória com os produtos que seriam retaliados, para que os Estados Unidos aceitassem sentar à mesa de negociação.

Este papel, segundo Lula, ajuda os países da região a se imporem na luta contra os ricos. "Esse é o papel que o Brasil pode jogar neste século 21, para ajudar aqueles países que são mais pobres que o Brasil e têm menos tecnologia que o Brasil a chegarem ao mesmo patamar de conhecimento científico e tecnológico que temos na área de agricultura", declarou, em seu discurso de improviso.

Para ilustrar sua tese, Lula disse que estava na reunião com os países da Comunidade do Caribe (Caricom), "quando o presidente de Antígua e Barbuda, um país com 90 mil habitantes, contou que eles ganharam na OMC uma pendenga com os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos não cumpriram e eles não têm como fazer os EUA cumprirem".

Em seguida, lembrou: "No caso do Brasil, nós ganhamos a disputa do algodão e vocês viram que tinha gente no Brasil com medo que a gente fizesse retaliação, que tínhamos o direito de fazer pela decisão da OMC, achando que uma economia forte, como a americana, iria ficar zangada com o Brasil." E emendou: "Nós mandamos ao Congresso uma Medida Provisória listando os produtos que a gente ia retaliar e simplesmente os Estados Unidos, atendendo ao bom senso, foram para mesa de negociação e negociaram aquilo que eles tinham de fazer."

'Genética purificada'

Ao elogiar o trabalho da Embrapa no Brasil, na ¿?frica e nos países da América Latina, o presidente Lula disse que os brasileiros são fruto de uma "genética purificada". E emendou: "Somos o resultado de uma tríplice mistura, ou seja, uma genética purificada em três continentes que resultou no povo que somos nós. Não sei se tem povo igual, melhor não tem, mais purificado não tem."

Lula citou ainda que o Brasil faz um gesto de ajuda da Embrapa a países da ¿?frica, papel que os países colonizadores não fizeram. Disse também que, num momento em que o mundo precisa tanto de comida, e a ¿?frica não tem conhecimento tecnológico e poderia estar produzindo, é papel dos demais países ajudarem.

"Se a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) estiver correta, tem 1 bilhão de seres humanos que deitam todo dia com fome e existem milhões de indianos, chineses, brasileiros entrando no mercado de consumo, o que demonstra que o alimento passa a ser uma coisa de valor extraordinário para que a humanidade não faça guerra e fique em paz", declarou Lula.

"Não há nada mais importante do que garantir para o mundo segurança alimentar, que não é só caracterizada por área plantada, porque, às vezes, com menos área e mais tecnologia, tem mais produção", declarou ele, lembrando que é isso que o Brasil quer levar para os outros países porque "agora estamos na fase de tomar medidas para acabar com fome".

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