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A Nossa Caixa anunciou hoje um lucro contábil de R$ 354,286 milhões no terceiro trimestre de 2009, o que representa um aumento de 407,3% sobre os R$ 69,830 milhões de igual período de 2008. O lucro recorrente foi de R$ 164,7 milhões, superior em 33,4% ao resultado recorrente de igual trimestre do ano passado.

O resultado recorrente exclui as despesas com provisão para contingências cíveis e o crédito tributário decorrente de alinhamento com os critérios do Banco do Brasil (BB), controlador da Nossa Caixa.

O presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, afirmou que está previsto para o dia 30 de novembro a incorporação societária da Nossa Caixa ao BB. Por essa razão, a partir do quarto trimestre, apenas o BB fará a divulgação de seus resultados. Pelo cronograma anunciado em março pelo banco federal ao assumir a Nossa Caixa, essa incorporação poderia ocorrer até março de 2010. Em relação a mudança das agências Nossa Caixa para Banco do Brasil, Fiocca afirmou que ela ocorrerá de forma gradual a partir do ano que vem, mas o cronograma ainda não foi definido.

Crédito

A Nossa Caixa também informou hoje que espera repetir no quarto trimestre o crescimento da carteira de crédito registrado no terceiro trimestre do ano. Ao fim de setembro, a carteira da instituição financeira somava R$ 19,8 bilhões, valor 68% superior ao registrado em igual mês de 2008 e 13,2% acima do estoque de empréstimos do segundo trimestre. "Esperamos ao menos a manutenção no ritmo. Ainda mais levando em conta que, para a economia, o quarto trimestre deve ser melhor que o terceiro", afirmou Fiocca. O sistema financeiro cresceu 5,5% entre junho e setembro.

Até setembro deste ano, a carteira da Nossa Caixa já cresceu 49,7% na comparação com dezembro. A meta de expansão dos empréstimos no ano é de 50% e, considerando o desempenho até o terceiro trimestre, ela será superada.

O crescimento trimestral do crédito foi impulsionado pela estratégia adotada pelo banco, em meados do ano, de priorizar as concessões a empresas. Esse segmento somava em setembro R$ 4 bilhões, o que representa um crescimento de 31,4% no trimestre e de 40,4% em 12 meses. O ritmo foi alcançado devido ao lançamento de novos produtos, como uma linha de capital de giro competitiva. "A linha antiga era cara", disse Fiocca. Essa nova linha fez com que a média mensal de concessões no terceiro trimestre chegasse a R$ 72,5 milhões, um volume 240% superior ao concedido em igual período de 2008.

O novo posicionamento do banco inclui a divulgação dessas linhas em campanhas publicitárias e a promoção de cafés da manhã com a participação de empresários no interior de São Paulo. Até agora, foram realizados quatro cafés da manhã e um quinto está programado para a próxima semana.

Pessoas físicas

No segmento de pessoas físicas, a carteira de crédito do banco somava ao fim de setembro R$ 15,3 bilhões, o que representa um crescimento de 9,3% no trimestre e de 77,2% em 12 meses. O principal produto desse segmento é o crédito consignado, com um total de empréstimos de R$ 10,7 bilhões. Por considerar essa modalidade mais segura, o banco ampliou seu leque de clientes, passando a conceder o crédito também para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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