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SÃO PAULO - A Guararapes Confecções, que controla a Lojas Riachuelo, encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 33,5 milhões, resultado 39% menor que os R$ 54,8 milhões registrados em igual período do ano passado.

Considerando o incentivo fiscal do imposto de renda no valor de R$ 12,2 milhões, o ganho sobe para R$ 45,7 milhões no trimestre, ainda assim, 26% menor que os R$ 62,3 milhões (também considerando IR) obtido em igual período do ano passado.

De abril a junho, a receita liquida da companhia apresentou crescimento de 12%, para R$ 478 milhões. Só a receita da Riachuelo apresentou alta de 15%, para R$ 431 milhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) - já considerando receita de operação financeira e incentivos fiscais, caiu 18,8%, para R$ 93 milhões. A margem Ebitda recuou 7,4 pontos percentuais para 19,5%.

Ao final de junho, a companhia atingiu a marca de 13,8 milhões de cartões Riachuelo, sendo 333,8 mil unidades emitidas no segundo trimestre do ano. O ticket médio do cartão totalizou R$ 103,51, avançando de R$ 99,90 no segundo trimestre do ano passado. As vendas com cartão representaram 63,4% das receitas.

O resultado da operação financeira somou R$ 20 milhões, queda de 52,4% no comparativo anual. Além da queda de 1,8% na receita financeira, que somou R$ 72,3 milhões, as operações foram prejudicadas pelo aumento de 67% na provisão para perdas com o cartão, que totalizaram R$ 42,44 milhões, e alta de 61,7% no provisionamento para as perdas com empréstimos, que ficou em R$ 9,79 milhões.

Essas elevadas provisões também impactaram as despesas com vendas, que subiram 30,3%, para R$ 183,3 milhões. As despesas gerais e administrativas somaram R$ 59,1 milhões no trimestre, acréscimo de 30,6% no comparativo anual.

(Valor Online)

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