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Com pris?o de Strauss-Kahn, numero 2 do fundo, que ja havia anunciado sua saida, assume comando provisoriamente

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John Lipsky, no FMI desde 2006, assume em momento de crise da instituic?o com pris?o de Strauss-Kahn
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John Lipsky, no FMI desde 2006, assume em momento de crise da instituic?o com pris?o de Strauss-Kahn
John Lipsky assumiu como diretor-gerente interino do Fundo Monetário Internacional (FMI) uma vez que Dominique Strauss-Kahn encontra-se sob custódia policial em Nova York após ser preso sob acusação de estupro, informou neste domingo uma autoridade do fundo.

Separadamente, a porta-voz Caroline Atkinson disse que o fundo permanece totalmente funcional e operacional apesar da prisão do diretor-gerente.

Lipsky, tecnicamente o primeiro vice-diretor-gerente, foi efetivado no cargo quando Strauss-Kahn viajou a Nova York para negócios particulares, disse a autoridade. Lipsky, que foi vice-presidente do JP Morgan antes de entrar no FMI em 2006, já estava domingo cedo em Washington.

O FMI informou no domingo de manhã, por email, que Strauss-Kahn optou por seu advogado particular para lidar com o caso. "O FMI não tem comentários a fazer sobre o caso; todas as indagações serão encaminhadas a seu advogado pessoal e às autoridades pessoais", disse a porta-voz Caroline Atkinson.

Autoridades nos escritórios do FMI estão tentando determinar se alguém substituirá Strauss-Kahn na viagem que ele deveria fazer à Europa, onde se encontraria com a chanceler alemã, Angela Merkel, e com ministros das Finanças da zona do euro. O principal tópico de discussão seria a crise da dívida soberana da Grécia, segundo a agência Dow Jones.

Demissionário

Na quinta-feira, Lipsky informou que tinha intenção de deixar o cargo do organismo internacional em agosto, quando expirar seu contrato atual. O FMI informou que Lipsky aceitou o pedido do diretor do organismo multilateral de permanecer como conselheiro especial até a cúpula do Grupo dos 20 (G20, bloco dos principais países ricos e emergentes) que será realizada em novembro.

"O fundo é inquestionavelmente mais forte e efetivo hoje do que nunca. Acredito que a instituição esteja bem posicionada para enfrentar os desafios que forem apresentados", disse Lipsky, de 64 anos, no comunicado da quinta-feira.

Doutor em economia pela Universidade de Stanford, Lipsky entrou no FMI em 1974, logo após concluir seus estudos, e permaneceu no organismo durante uma década. Posteriormente, deixou o FMI para trabalhar no setor privado, onde foi economista-chefe do Chase Manhattan Bank, Salomon Brothers e JP Morgan, entre outros. Retornou ao FMI em 2006, quando foi nomeado diretor-assistente do FMI pelo então diretor-gerente Rodrigo Rato.

As informações são da Dow Jones com redação iG