Tamanho do texto

RIO - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, minimizou o atraso na concessão da licença de instalação da hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, e afirmou que a autorização para o início das obras deve ser dada em três dias. Segundo o ministro, a licença ainda não foi concedida devido ao atraso no envio de documentos por parte do consórcio vencedor da licitação, encabeçado por Odebrecht e Furnas.

Minc confirmou que o consórcio terá que se responsabilizar pela administração do parque de Mapinguari, com 1,5 milhão de hectares no sul do Amazonas, e afirmou que, daqui por diante, toda grande obra no país terá como contrapartida a criação e administração de um parque ecológico.

Além das exigências de emissão (de poluentes) e de disposição final de resíduos, agora toda licença implicará a adoção de parques, disse Minc, que participou do lançamento do Atlas Ambiental da Bacia de Santos, na sede do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no Rio de Janeiro.

Entre os projetos atrelados à criação de áreas ambientais, está a usina nuclear de Angra 3, com a obrigação de adoção do parque da Bocaina, em São Paulo, e da implementação de projetos de saneamento de Angra dos Reis e Parati, no Rio, como condições à concessão da licença de instalação.

Minc admitiu que a solução final para o tratamento dos resíduos nucleares da usina só precisará ser dada daqui a cerca de quatro anos, como condição para que a Eletronuclear consiga a licença de operação.

No caso da licença de operação, daqui a quatro anos, vai ter que encontrar uma solução definitiva para os rejeitos atômicos, porque eles não podem ficar a 100 metros da praia, num lugar chamado Itaorna, que quer dizer 'pedra podre', em cima de uma falha geológica, ressaltou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.