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Brasília, 21 - Apesar das queixas dos produtores rurais, a liberação de recursos para o crédito rural somou R$ 25,93 bilhões no período de julho a outubro deste ano, 6,8% acima do liberado no mesmo período da safra anterior, informou o Ministério da Agricultura. Esse foi um dos resultados apresentados pelo Grupo de Acompanhamento de Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola, que avalia a alocação de recursos para financiamento da agricultura empresarial.

"Esses números comprovam que a ação rápida do governo para manter um bom nível de financiamento ao setor está surtindo efeito", avalia o Diretor do Departamento Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a respeito das dificuldades causadas pela crise econômica mundial. Do total de recursos destinados ao financiamento do setor, a agricultura empresarial recebeu, de julho a outubro, R$ 22,39 bilhões, o que corresponde a um aumento de 6,1% no volume de recursos aplicados no mesmo período no ano passado.

Para o custeio e comercialização, a aplicação de recursos foi de R$ 19,36 bilhões. Apenas para o custeio, o aumento foi de 13,5% em relação ao mesmo período da safra passada. A juros controlados, foram aplicados R$ 16,65 bilhões, com aumento de 3,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os depósitos à vista e a poupança rural continuam sendo as principais fontes de recursos para o custeio e a comercialização, a taxas controladas, que são mais baixas.

Os fundos constitucionais representaram uma importante fonte de recursos para a agropecuária nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Entre julho e outubro de 2008, foram liberados R$ 1,69 bilhão, 93,5% a mais em relação ao mesmo período de 2007. "Isso reflete o tratamento prioritário que o governo dá para a agricultura nesse momento de plantio e de forte retração nas fontes privadas de financiamento", salienta Wilson Vaz de Araújo. As informações são da assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

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