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Dólar comercial encerrou terça-feira cotado a R$ 1,818, com uma alta de 0,43%

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O dólar à vista sustentou-se em alta ante o real em mais uma sessão marcada por baixo volume de negócios. Um operador de corretora de câmbio disse que as medidas do governo estão travando os negócios, após os ajustes de posições no primeiro momento posterior a cada novidade. A tendência é de continuidade da diminuição de volume, afirmou.

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O avanço de preço à vista pelo segundo dia seguido, porém, não evitou que o Banco Central fizesse um leilão de compra à tarde assim que a moeda renovou a mínima, de R$ 1,8180 (-0,66%) no balcão. A taxa de corte no leilão ficou em R$ 1,8210. Já a máxima intradia do dólar balcão, pela manhã, foi de R$ 1,8350 (+1,61%).Já o dólar comercial encerrou a terça-feira em alta de 0,43%, cotado a R$ 1,818.

Alguns operadores de bancos e corretoras consultados pela AE atribuíram a desaceleração do dólar à vista durante à tarde a um movimento de realização de lucros no day trade, uma vez que a moeda spot subiu bastante mais cedo e os agentes financeiros venderam depois, contabilizando lucros e pressionando as cotações.

Além disso, a entrada do BC no fim do dia fixando taxa de corte acima de R$ 1,82, deixou a sensação no mercado de que poderia ter algum fluxo de entrada e o BC fez o leilão a fim de absorver essa liquidez e impedir que o dólar cedesse mais, observou o operador Moacir Marcos Júnior, da corretora InterBolsa Brasil. "O dólar futuro perdeu força reagindo a esse possível ingresso à tarde", afirmou.

No leilão desta terça-feira, o primeiro desde sexta-feira, a taxa de corte de R$ 1,8210 ficou acima do preço à vista aquele momento, num claro sinal de que o BC desejava puxar o preço da moeda. Logo após a intervenção, o dólar spot ainda permaneceu na mínima por alguns minutos, mas depois retomou parte dos ganhos e fechou a R$ 1,8210 (+0,83%). Na BM&F, o dólar pronto encerrou com avanço de 0,85%, a R$ 1,8216, sendo a mínima de R$ 1,8197 e máxima de R$ 1,8275.

O preço em alta do dólar à vista também ficou em linha com o comportamento externo da moeda norte-americana e refletiu ainda um mercado doméstico na defensiva com possíveis novas medidas cambiais. "Como há perspectiva de compras de moeda pelo Banco do Brasil e o BC para o Tesouro antecipar quitação de dívida externa e para o Fundo Soberano, quem tem moeda em mãos segura posição esperando novas altas de preço", disse o gerente de câmbio de uma corretora. "O potencial de compra do Tesouro é de US$ 15 bilhões", lembrou.

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