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Francesa, nomeada chefe do FMI, defende que todos os credores gregos devem estar envolvidos nas discussões para rolar a dívida

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Lagarde, recém eleita para chefiar o FMI
EFE/Benoit Doppagne
Lagarde, recém eleita para chefiar o FMI
A ministra de Finanças da França, Christine Lagarde, nomeada hoje diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), exortou a oposição conservadora da Grécia a apoiar o governo socialista e aprovar as novas medidas de austeridade para recolocar as finanças públicas do endividado país nos trilhos. Ela também disse que todos os credores gregos precisam estar envolvidos nas discussões para rolar a dívida soberana da Grécia, o que será crucial para garantir um novo financiamento para o país.

"Se há uma mensagem que eu deva enviar hoje é dizer que a oposição grega precisa se unir ao entendimento nacional com o partido que está no poder", disse em entrevista ao canal de televisão francesa TF1 depois de sua nomeação formal para o FMI.

Os comentários de Lagarde como nova dirigente do FMI foram feitos quando os ministros de Finanças da zona do euro se preparam para a reunião de domingo próximo, em Bruxelas, para discutir um segundo pacote de socorro para a Grécia, para o qual a participação dos credores privados do país terá papel fundamental.

Os bancos franceses apresentaram um plano pelo qual os detentores privados de bônus soberanos da Grécia teriam de aceitar rolar uma larga parcela da dívida quando esta vencer. O plano deverá estar no centro das discussões do fim de semana.

"Todos os credores devem ficar ao lado da Grécia, mas a Grécia também precisa ser responsável e manter um olhar atento em suas finanças públicas e naqueles que são mais vulneráveis", disse Lagarde. Ela acrescentou que uma saída da Grécia da zona do euro seria o pior cenário, que precisa ser evitado a todo custo "de uma forma coordenada, coletiva". As informações são da Dow Jones.

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