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Com expectativa de recuperação de preços e com o estímulo da segunda maior safra de grãos em volume, a Kepler Weber espera superar em 2010 a receita de 2008. Naquele ano, a receita líquida somou R$ 329 milhões.

A Kepler Weber atua no setor de agronegócios, especializada em projetos para armazenagem.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra brasileira de grãos 2009/10 em 143,9 milhões de toneladas e, apesar dos baixos preços de alguns produtos, o volume é o principal indutor das vendas de equipamentos para armazenagem, afirmou o presidente da Kepler, Anastácio Fernandes Filho, ao comentar hoje o resultado da empresa em 2009. Além disso, deve ser recuperado o atraso na decisão de investimentos que ficaram represados pela crise, acrescentou o executivo.

Embora o terceiro e quarto trimestres do ano passado tenham terminado com lucro, o resultado destes períodos não foi suficiente para neutralizar o efeito da crise no primeiro trimestre de 2009, quando se registrou prejuízo de R$ 7,24 milhões. No ano, a Kepler reduziu o prejuízo em 9% em comparação com 2008, para R$ 3 milhões. A receita líquida caiu 35%, para R$ 215,1 milhões. O pior comportamento foi do mercado externo, onde a crise ainda repercute na Europa, observou o diretor financeiro da empresa, Nolci Santos. As exportações da Kepler caíram 56% em 2009, enquanto as vendas no mercado interno recuaram 23%.

A companhia teve de apertar margens de venda e enfrentar maior concorrência no ano passado, disse Fernandes Filho. Em meio à crise, pequenos fabricantes surgiram no mercado brasileiro e passaram a disputar espaço. A Kepler estimou aumento em sua participação de mercado, de 48% em 2008 para 50% em 2009, quando lançou a linha de silos KW Fazenda, equipamento projetado para atender a necessidade de pequenos e médios produtores. O déficit de armazenagem é estimado em torno de 15% da safra brasileira, mas não há um número oficial. A Kepler divulgou, no dia 10, que instalará dois silos com capacidade para 18 mil toneladas cada em Pirapora (MG) para a NovaAgri. A empresa alugará o serviço de armazenagem.

No primeiro trimestre do ano passado, além do enfraquecimento do mercado, a ociosidade também prejudicou o resultado. Fernandes Filho disse que as fábricas de Panambi (RS) e Campo Grande (MS) já operam atualmente em dois turnos, sem ociosidade. "Estamos satisfeitos com o nível de produção", comentou, sem detalhar o volume de pedidos em carteira.

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