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Controladores de um dos maiores grupos empresarias brasileiros considerava magistrada parcial e queria sua saída do maior litígio empresarial brasileiro

A 4ª Câmara do Tribunal de Justiça da Bahia decidiu rejeitar os pedidos da família Odebrecht, por meio de sua holding Kieppe, e manteve a juíza Maria de Lourdes Oliveira de Araújo à frente do processo que analisa a disputa societária entre os Odebrecht e seus antigos sócios, a família Gradin.No ano passado a Kieppe entrou com uma ação de suspeição da juíza da 10ª Vara Cível de Salvador por entender que a magistrada agia de forma parcial.

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A Kieppe discordava da decisão da juíza de resolver o imbróglio bilionário entre as duas famílias por meio de arbitragem. A família Odebrecht prefere que haja uma audiência de conciliação para a formalização de mediação. As duas famílias estão envolvidas no maior litígio empresarial brasileiro e o valor final da contenda deve superar a casa dos R$ 1,5 bilhão.

Com isso o processo volta a correr normalmente e agora a juíza deve convocar os advogados das duas famílias para marcar uma audiência para determinar onde será realizada a arbitragem. No Brasil existem diferentes Câmaras de Arbitragem.

O maior litígio empresarial em curso no Brasil envolve os 20,6% que a família Gradin detém na Odebrecht, uma das maiores corporações do Brasil, com receitas anuais na casa dos R$ 50 bilhões. Em 2010, os Odebrecht, donos de 62,6% das ações, decidiram promover um remanejamento no grupo e exercer direito de compra das ações da família Gradin, ato previsto no acordo de acionistas de 2001.

Os Gradin dizem considerar “expropriação” a venda das ações nos moldes desejados pela família Odebrecht e descartam a venda em meio a um momento de expansão da empresa. Entraram na Justiça para reivindicar a abertura de um processo de arbitragem para definição da legitimidade do direito de opção de compra das ações, pelas quais os Odebrecht já se propuseram a pagar US$ 1,5 bilhão, valor considerado insuficiente pelos Gradin.

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