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Presidente do Eurogrupo disse que "sacrifícios terão que ser feitos" e que "as privatizações serão necessárias"

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou nesta segunda-feira que nunca cogitou expulsar a Grécia da insituição, e que essa alternativa "seria um crime para o povo grego". Juncker, que discursou esta tarde diante da comissão de Assuntos Econômicos do Parlamento Europeu, disse que "em nenhum encontro do Eurogrupo formal ou informal, nem em reunião de nenhum tipo" foi cogitado que a Grécia saia da Zona do Euro e volte ao dracma.

"Para mim isso seria um crime para o povo grego, que merece o melhor", disse o presidente do Eurogrupo, que rejeitou também a opção de reestruturar a dívida grega. O ministro da Economia de Luxemburgo e presidente do Eurogrupo afirmou que não fará nenhuma análise sobre qual é a melhor solução para a Grécia até ler o documento que a Comissão Europeia, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu vão elaborar.

Juncker disse que "sacrifícios terão que ser feitos" e que "as privatizações serão necessárias", apesar de não se considerar partidário dessas medidas. "Estou convencido de que um envolvimento com o setor privado será necessário de alguma maneira", acrescentou Juncker, que disse esperar uma solução para a crise grega no final de junho.

O político deu sinal verde na sexta-feira, em Luxemburgo, ao pacote de reformas que foi apresentado pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou, sobre os planos de austeridade de seu Governo para fazer frente à elevada dívida pública no país e que oferecerá a Atenas o último lance do resgate (12 bilhões de euro).

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