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Após reviravolta favorável ao ex-chefe do FMI nos Estados Unidos, Tristane Banon deve apresentar denúncia nesta terça-feira

A jornalista e escritora francesa Tristane Banon vai apresentar nesta terça-feira uma denúncia contra o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, por tentativa de estupro. A informação foi feita pelo advogado de Banon nesta segunda-feira, David Koubbi, em entrevista publicada pela revista "L'Express".

Banon, cuja família é próxima a de Strauss-Kahn, teria sido vítima de tentativa de estupro em 2002, aos 22 anos, enquanto o entrevistava para preparar um livro. Naquele momento, não denunciou os fatos pelos conselhos de sua mãe.

Depois saber da suposta agressão sexual de Strauss-Kahn em Nova York no dia 14 de maio, o advogado de Banon declarou que não denunciariam o ex-chefe do FMI para evitar uma instrumentalização da Justiça americana.

Após a reviravolta do caso nos Estados Unidos a favor de Strauss-Kahn, o advogado declarou que vai interpor uma denúncia pela tentativa de estupro e que essa denúncia chegará à Promotoria nesta terça-feira. "Os fatos não são constitutivos de uma agressão sexual, mas mais de uma tentativa de estupro, para o qual o tempo de prescrição é de dez anos", declarou à revista "L'Express".

O advogado afirmou que não "reagiu em função do contexto", já que tinha tomado a decisão com sua cliente antes de o tribunal de Nova York levantar a liberdade vigiada à qual estava submetido o político francês.

"Esperei o tempo necessário porque não queria ser instrumentalizado pela Justiça americana. Não quero (...) que a declaração do meu cliente se vincule ao caso de Nafissatou Diallo (a camareira do hotel Sofitel de Nova York que denunciou Strauss-Kahn)", acrescentou. Segundo Koubbi, "o 'tempo' midiático não é nosso 'tempo' judicial e o dossiê da minha cliente é extremamente sólido".

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