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Grupos como New York Times, Washington Post e Associated Press se unem para rastrear cópias de notícias e cobrar por elas

Se não pode vencê-los, ganhe dinheiro com eles. Alguns dos principais grupos de mídia do mundo se juntaram para evitar – ou, pelo menos, transformar em receita – uma prática comum na internet: a cópia de conteúdo jornalístico por blogs e outras mídias do tipo. Associated Press, New York Times, Washington Post e diversas outras empresas anunciaram ontem a criação da NewsRight, uma organização que servirá para rastrear esses "clones" e licenciar a eles o conteúdo, caso haja interesse.

A NewsRight vai oferecer a seus associados, que já somam 800 sites de jornais, um código invisível  (na linguagem digital HTML) para ser inserido nos títulos e textos das notícias. Quando o conteúdo for replicado, o jornal que produziu – e, diga-se, arcou com os custos de produção – daquela notícia será informado. A partir daí, os veículos têm autonomia para decidir o que fazer: deixar para lá, buscar os direitos de licenciamento de forma individual ou contar com a NewsRight para obter esses direitos coletivamente.

A associação foi criada após três anos de pesquisa, que permitiram chegar à tecnologia mais adequada para combater esse tipo de prática. "Existe uma falha no modelo de negócios", disse ao site Mashable o executivo David Westin, ex-presidente da ABC News e fundador da NewsRight. "A geração de valor não está beneficiando aqueles que pagam [ para produzir o conteúdo ], e nós vamos corrigir esse desequilíbrio", afirmou.

As empresas representadas pela NewsRight estão concentradas nos EUA, onde a discussão sobre a cobrança de conteúdo online tem sido um tópico habitual nesse tipo de noticiário.   

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