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País deve gastar o equivalente a R$ 200 bilhões para reconstruir áreas atingidas pelo terremoto

Parentes caminham para escola de Okawa para rezar por crianças desaparecidas no terremoto e tsunami de 11 de março no Japão
AFP
Parentes caminham para escola de Okawa para rezar por crianças desaparecidas no terremoto e tsunami de 11 de março no Japão
O Japão deve elevar impostos para financiar a reconstrução de áreas do país após o terremoto e o tsunami de 11 de março, disse neste sábado um órgão consultor do país.

A expectativa é de que sejam gastos mais de 10 trilhões de ienes (US$ 124 bilhões, ou R$ 200 bilhões) após o terremoto de magnitude 9,0, que atingiu principalmente o nordeste do país.

O governo do primeiro-ministro Naoto Kan pretende enviar ao Parlamento no mês que vem um pequeno acréscimo no Orçamento, que se somaria aos 4 trilhões de dólares aprovados de forma emergencial em maio. Na sexta-feira, o governo atualizou a estimativa de danos materiais diretos para 16,9 trilhões de ienes, de uma previsão inicial entre 16 e 25 trilhões.

No entanto, não estava claro se alguma dessas propostas vai se concretizar, já que Kan está de saída e a oposição, que controla a câmara alta do Parlamento, está bloqueando a aprovação de leis para forçar a saída rápida do premiê.

Kan, criticado por não ter atuado de forma decisiva em resposta ao desastre e à crise nuclear subsequente, disse neste mês que renunciaria, mas não especificou quando.

O painel defendeu um aumento temporário de impostos sobre vendas, pessoas jurídicas e pessoas físicas, que juntos representam cerca de 80 por cento da receita estatal com taxas, para resgatar bônus de reconstrução. O painel afirmou que o aumento de impostos é necessário para manter a confiança do mercado nas finanças públicas do Japão, que carrega uma dívida duas vezes maior que sua economia de 5 trilhões de dólares.

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