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O governo do Japão decidiu criar um novo pacote de estímulo para combater os efeitos da deflação e as recentes flutuações nos mercados cambiais, informou ontem o ministro das Finanças, Hirohisa Fujii. O pacote incluirá um segundo orçamento extra, de 1 bilhão de ienes (o equivalente a US$ 11,5 bilhões), a fim de sustentar a demanda.

O governo japonês também planeja mudar regulações para criar demanda na economia, afirmou o ministro, sem dar mais detalhes.

Por sua vez, o presidente do Banco do Japão (banco central do país, conhecido pela sigla BOJ), Masaaki Shirakawa, anunciou a criação de uma linha de crédito cujo objetivo é disponibilizar empréstimos com "taxas de juros virtualmente zero".

O banco central emprestará até 10 trilhões de ienes (US$ 114,984 bilhões) em recursos com prazo de três meses, à taxa de 0,1%, aceitando, como colateral, bônus do governo japonês, bônus corporativos, commercial papers e contratos de empréstimos.

A nova medida poderia ser chamada de "afrouxamento quantitativo num sentido amplo", nas palavras de Shirakawa, já que o BOJ está tentando evitar que a falta de liquidez limite as atividades das instituições financeiras.

Fujii elogiou a medida do BOJ para ajudar a economia e insistiu para que os bancos continuem colaborando com o governo no enfrentamento dos problemas econômicos.

"Eu acredito que o BOJ tenha agido adequadamente e em linha com a política econômica do governo, e precisamos valorizar isso", disse.

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