Tamanho do texto

Governo também obrigará 1.970 cidades com menos de mil habitantes a se unirem a outras; ao todo, há 8.094 prefeituras na Itália

Roma, 13 ago (EFE).- O ministro de Simplificação Normativa italiano, Roberto Calderoli, disse neste sábado que o Governo aprovou a eliminação de das províncias inferiores a 300 mil habitantes e 3 mil quilômetros quadrados de superfície. O País fará um censo ainda em 2011 para avaliar a população e a área de cada cidade.

Ao todo, a Itália possui cerca de 110 províncias. Pelos cálculos feitos pela imprensa italiana a partir dos dados fornecidos por Calderoli, entre 29 a 35 províncias italianas podem desaparecer. O governo também quer obrigada municípios com população inferior a mil habitantes a se unirem politicamente a cidades vizinhas. Hoje, a Itália possui 8.094 cidades e 1970 delas possuem menos de mil habitantes.

Calderoli falou neste sábado em entrevista coletiva com os ministros de Economia, Giulio Tremonti, e de Trabalho e Políticas Sociais, Maurizio Sacconi, para ilustrar os detalhes do decreto-lei aprovado no sábado pelo Conselho de Ministros.

O Governo italiano aprovou um novo plano de ajuste orçamentário de 45,5 bilhões de euros para alcançar o equilíbrio fiscal em 2013 e acalmar a inquietação dos mercados sobre a situação que atravessam as finanças públicas do país.

A redução nas administrações públicas permitirá um corte de 54 mil assessores dos 140 mil empregados atualmente na Itália, afirmou Calderoli. 

Mais imposto e tempo para se aposentar

O pacote de medidas inclui também uma "contribuição de solidariedade", que cobrará 5% da renda das pessoas com salários superiores a 90 mil euros ao ano (cerca de R$ 206 mil), e com 10% aos que excedam os 150 mil euros (R$ 345 mil) , todos dedutíveis do imposto de renda.

A "contribuição de solidariedade" terá duração de três anos calculáveis a partir de 2011. O ministro da Economia ratificou que confia no Parlamento porque este é "sério e comprometido" para envolver a classe política em prol do interesse geral.

O governo italiano também quer alterar as regras de aposentadoria. Hoje os homens italianos se aposentam com 65 anos e, as mulheres, com 60 anos. Nos próximos cinco anos, esse prazo aumentará para 67 anos. E, em 2050, pode subir para 70 anos.

Em seu discurso, o ministro do Trabalho e Políticas Sociais anunciou que, em consonância com os solicitados pelo Banco Central Europeu (BCE), o decreto-lei contempla a flexibilização do mercado de trabalho para impulsionar a contratação em nível empresarial, mas também a demissão de pessoas.