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Sanções da União Europeia visam pressionar Irã por causa de seu programa nuclear; Teerã diz que isso viola lei de aviação

A linha aérea estatal iraniana está considerando entrar com uma ação legal para obrigar as companhias europeias a abastecer seus aviões, informou a agência de notícias oficial Irna neste sábado.

Para lidar com as sanções da União Europeia, criadas para pressionar o Irã por causa de seu programa nuclear, diversas empresas de petróleo cortaram seus negócios com a República Islâmica, medida que inclui a interrupção das vendas de combustível para aviões.

Teerã diz que isso viola a lei de aviação internacional. "Essas proibições estão em contravenção à Convenção de Chicago (sobre aviação), em que não pode haver restrições impostas a aviões comerciais", disse o diretor-executivo da Iran Air, Farhad Parvaresh.

"O Irã está tomando as medidas legais necessárias através de órgãos internacionais apropriados nesse respeito, e essa questão foi levantada com o tribunal de Haia através da indicação de advogados", disse ele. Parvaresh não disse a qual dos tribunais de Haia estava se referindo.

Em 19 de outubro, o Irã afirmou que algumas empresas em aeroportos europeus estavam negando a venda de combustível a seus aviões.

À época, a Iran Air disse que, por "problemas de fornecimento de combustível" no aeroporto de Heathrow, em Londres, os voos destinados a Teerã tinham de parar em Hamburgo ou Viena para reabastecer, acrescentando cerca de 90 minutos ao tempo de voo comum.

Entre as empresas de petróleo europeias que cortaram, ou planejam cortar, os negócios com o Irã, estão a francesa Total, a norueguesa Statoil, a italiana ENI e a Royal Dutch Shell.

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