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SÃO PAULO - Dando prosseguimento ao andamento volátil das negociações nos últimos dias, o preço do petróleo retomou a trajetória de alta e subiu mais de US$ 1 por barril em Nova York, após a baixa verificada ontem. O retorno das preocupações geopolíticas envolvendo Israel e Irã orientou a cautela do pregão.

O contrato de WTI negociado para o mês de setembro em Nova York fechou com alta de US$ 1,02, para US$ 125,10. O vencimento para outubro encerrou a US$ 125,50, com avanço de US$ 0,99. Em Londres, o barril de Brent subiu US$ 1,96, para US$ 124,18. O contrato para o mês seguinte registrou alta de US$ 0,41, para US$ 125,52.

Hoje o vice-primeiro-ministro de Israel Shaul Mofaz afirmou que o Irã está perto de um grande avanço no seu programa nuclear, considerado inaceitável pelo líder. Ao afirmar que todas as opções estão sobre sobre a mesa, Mofaz devolveu ao mercado o temor de que o Irã possa ser atacado por Israel ou mesmo pelos Estados Unidos. Já o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad respondeu que seu país pretende resistir com força a quaisquer tentativas externas de prejudicar o programa nuclear iraniano.

O aumento da tensão na região gera grande preocupação no mercado de petróleo, que poderia ser comprometido pela produção no Oriente Médio e pela distribuição do produto para o resto do mundo que passa, em grande medida, pelo Estreito de Hormuz que é controlado por forças iranianas.

Vale notar que as últimas especulações envolvendo um eventual ataque contra as instalações nucleares do Irã levaram o preço do barril ao recorde registrado em meados de julho, de US$ 147,27.

A notícia política, portanto, acabou anulando hoje a avaliação do mercado em relação ao recuo da demanda por óleo cru e derivados dos EUA. A economia do país, que é o maior consumidor global do produto, sinalizou fraqueza no primeiro trimestre ao registrar expansão de apenas1,9% no primeiro trimestre, em termos anualizados. Além disso, o consumo de combustíveis também apontou queda no país nas últimas quatro semanas, segundo o último relatório do Departamento de Energia dos EUA.

(Valor Online, com agências internacionais)

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