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Teerã, 21 out (EFE).- O ministro do Petróleo do Irã, Gholam Hossein Nozari, afirmou hoje que a atual queda na demanda mundial da commodity pode forçar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) a reduzir a produção em cerca de dois milhões de barris diários.

"A era do petróleo barato terminou", afirmou o ministro em declarações à imprensa durante uma reunião com ministros de Rússia e Catar.

A Opep analisará na próxima sexta-feira em Viena a possibilidade de cortar a produção de petróleo perante a forte redução da demanda internacional e a queda nos preços do barril.

O Irã é, atrás apenas da Arábia Saudita, o segundo maior exportador de petróleo das nações da Opep. Produz cerca de quatro milhões de barris diários, um terço do que fornecem os campos petrolíferos sauditas.

Para Nozari, a reunião da sexta-feira da Opep é muito importante para analisar a queda da demanda internacional de petróleo devido à atual crise financeira mundial, calculada entre 8% e 10%.

O ministro, em declarações reproduzidas por agências locais, disse que também não interessa aos consumidores que os atuais níveis do preço do petróleo estejam tão baixos, porque isso desencoraja investimentos no setor.

"Com um preço que oscila entre US$ 80 e US$ 90, alguns países como o Canadá, que extrai petróleo em jazidas em alto mar, começarão a perder receita e deixará de ser uma das nações produtoras", afirmou Nozari.

O ministro reiterou que os atuais valores internacionais do petróleo estão muito baixos e que, por isso, um preço de US$ 150 por barril, sugerido pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, "não deveria ser um objetivo inalcançável".

Por sua parte, o ministro do Petróleo do Catar, Abdullah al-Atiyah, apoiou a decisão da Opep de realizar sua reunião de urgência em Viena para analisar uma possível redução na produção de petróleo.

"Os consumidores de petróleo estão tentando salvar sua economia.

Nós também temos direito de salvar a nossa", afirmou o ministro em declarações reproduzidas pela agência de notícias estatal "Irna".

EFE ag/rr

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