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"Não vou me surpreender se vier um número bem menor", comenta Antônio Comune, coordenador do indicador

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), restrita à cidade de São Paulo, continuará desacelerando nos próximos três meses, afirma Antônio Comune, coordenador do indicador.

O índice mensal desacelerou de 0,7%, no fim de abril, para 0,31%, no fim de maio, abaixo das expectativas do mercado e também de Comune, que havia projetado uma taxa de 0,37% para a última semana do mês.

"[O item] alimentos teve uma contribuição melhor do que eu esperava, principalmente em semielaborados , como carne bovina e leite. O leite continuou subindo, mas eu estava prevendo uma aceleração de 3,13% e ela acabou sendo de 2,7%", disse o economista, que também se surpreendeu com a deflação no álcool hidratado.

"Eu esperava uma deflação de 10,7%, e acabou sendo 12,04%. O que subiu, não subiu tanto como eu imaginava, e o que caiu, caiu mais do que eu estava esperando", resume. Para o fechamento de junho, Comune prevê uma taxa de 0,27%, mas com viés.

"Estou esperando um índice bem baixo, por conta desse erro meu para melhor, e porque em junho do ano passado, o IPC-Fipe ficou em 0,04%, então acho que 0,27% está até alto. Não vou me surpreender se vier um número bem menor".

O coordenador não descarta, inclusive, deflação no índice do próximo mês. "O que temos pela frente é um bom comportamento do álcool, o que deve continuar por um bom tempo por conta da entrada da safra, e a sazonalidade, porque nos meses de seca a carne tem uma melhora na oferta".

O cenário também continua positivo para a inflação por conta da normalização da produção de alimentos in natura, e também industrializados, pois as matérias-primas estão em queda no mercado externo, diz Comune, para quem setembro será o mês em que o índice voltará a acelerar para fechar o ano dentro de um intervalo de 6 a 6,5%.

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