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SÃO PAULO, 23 de outubro (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) contrariou a expectativa do mercado de uma aceleração e registrou o segundo mês seguido de arrefecimento, refletindo em parte uma queda nos custos de alimentos. O indicador teve alta de 0,18 por cento neste mês, ante avanço de 0,19 por cento em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

A mediana e a média das previsões de 20 analistas apontaram uma taxa de 0,28 por cento para este mês. Os prognósticos para outubro oscilaram de 0,18 a 0,35 por cento.

Já os núcleos aceleraram. A LCA Consultores calculou que a média dos três núcleos do IPCA-15 --por exclusão, por médias aparadas com suavização e sem suavização-- subiu 0,30 por cento em outubro, ante 0,26 por cento no IPCA-15 de setembro. A média desacelerou em relação ao IPCA de setembro, quando havia subido 0,35 por cento.

O IBGE acrescentou que os preços do grupo Alimentação e bebidas tiveram queda de 0,25 por cento em outubro, ante alta de 0,13 por cento em setembro. O movimento deste mês veio principalmente da baixa do leite pasteurizado, de 7,29 por cento, que teve a principal contribuição negativa para o índice do mês, de 0,08 ponto percentual.

Outras quedas importantes em alimentos vieram de tomate (-14,86 por cento), cenoura, (-13,97 por cento), feijão carioca (-5,05 por cento) e ovos (-3,35 por cento).

Entre as pressões, o destaque ficou com gás de botijão, que subiu 2,94 por cento e teve a maior contribuição individual para cima sobre o IPCA-15 do mês, de 0,04 ponto percentual.

Outro aumento veio da tarifa de água e esgoto, com alta de 1,11 por cento, devido ao reajuste no Rio de Janeiro. Os preços do álcool combustível aumentaram 6,35 por cento, levando a gasolina a avançar 0,42 por cento.

No ano, o IPCA-15 acumulou alta de 3,34 por cento. Em 12 meses, a elevação é de 4,14 por cento.

O IPCA-15 é tido como uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do país.

A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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