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No acumulado dos últimos 12 meses, índice subiu 6,55%, superando o teto da meta perseguido pelo governo no ano de 6,50%

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), a chamada prévia da inflação oficial, teve alta de 0,23% no mês de junho, a menor variação em dez meses. Em agosto do ano passado o indicador havia registrado deflação de 0,05% Em 2010, a taxa para junho havia ficado em 0,19%.

O resultado ficou bem abaixo da variação de 0,70% registrada em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado no ano, a variação está em 4,10%. Em 12 meses, o indicador registra alta de 6,55%.

Para alguns especialistas, os resultados dos indicadores de inflação indicam que as intervenção do Banco Central tem mostrado resultado para desacelerar o ritmo de avanço dos preços.

O indicador é chamado de prévia da inflação oficial, porque usa a mesma metodologia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com diferença no período de coleta dos dados. O índice do mês considerou a variação de preços entre 14 de maio e 13 de junho.

Evolução do IPCA-15

Desempenho mensal do indicador de inflação

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Fonte: IBGE

Na avaliação do IBGE, apesar de as tarifas de ônibus urbanos terem registrado alta de 1,30%, exercendo, junto com as tarifas aéreas, com alta de 12,85%, os principais impactos no mês, de 0,05 ponto percentual cada um dos itens, os transportes foram responsáveis pela forte desaceleração do IPCA-15 de maio (0,70%) para junho (0,23%).

Este grupo, de acordo com o instituto, apresentou queda de 0,73%, enquanto havia subido 0,93% no mês anterior. Esse comportamento é explicado pela gasolina, que ficou 3,43% mais barata, liderando, assim, os principais impactos para baixo (-0,15 ponto percentual), seguida pelo etanol, que passou a custar 16,53% a menos em junho, com impacto de -0,08 ponto percentual. Juntos, os preços dos combustíveis tiveram queda de 4,56% e um impacto de -0,23 ponto percentual no IPCA-15 do mês.

Nas tarifas dos ônibus urbanos, a alta de 1,30% é atribuída a variações em Goiânia (8,44%), Belém (7,03%) e no Rio de Janeiro (3,31%).

Alimentos

Paar o IBGE, os alimentos colaboraram muito para a desaceleração do resultado, ao passarem de 0,54% em maio para 0,11% em junho. Foram vários os produtos que ficaram mais baratos, a exemplo do arroz (-2,02%), das frutas (-4,08%), dos peixes (-5,14%) e da batata-inglesa (-13,03%).

Entre os não alimentícios, a variação passou de 0,75% em maio para 0,27% em junho. Ficaram abaixo do mês anterior itens controlados ou monitorados importantes na despesa das famílias, como energia elétrica (de 1,14% para 0,46%) e taxa de água e esgoto (de 1,64% para 1,16%).

Os remédios também tiveram desaceleração na taxa (de 2,77% em maio para 0,53% em junho) e ocorreu ainda redução na variação da taxa dos salários dos empregados domésticos (de 1,14% para 0,33%).

O grupo que apresentou o resultado mais alto foi vestuário (de 1,30% em maio para 1,28% em junho), com destaque para as roupas infantis (de 1,59% para 1,84%).

Dentre os índices regionais, o maior foi registrado em Recife (0,56%), tendo em vista as tarifas de energia elétrica (3,47%). Goiânia (-0,05%), Brasília (-0,02%) e Curitiba (-0,02%) apresentaram os menores resultados.