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Prévia da inflação oficial registra alta de 4,48% no ano e avança para 7,10% no acumulado em 12 meses

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), a chamada prévia da inflação oficial, teve alta de 0,27% no mês de agosto, e voltou a acelerar após leve recuo no mês anterior, quando a variação foi de 0,10%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Essa é a maior variação para o período desde 2009, quando o índice teve alta de 0,23% em agosto daquele ano.

Com essa variação, o índice acumula alta de 4,48% no ano e de 7,10% em 12 meses.

Evolução do IPCA-15

Desempenho mensal do indicador

Gerando gráfico...
Fonte: IBGE

A meta de inflação oficial definida pela autoridade monetária para 2011 é de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Nos dias 30 e 31 deste mês o Comitê de Política Monetária (Copom) define o rumo da taxa básica de juros da economia, atualmente em 12,50% ao ano.

A variação do IPCA-15 em agosto ficou acima da média das projeções dos analistas que apontavam uma aceleração de 0,19% para o indicador.

Alta de alimentos

Puxado pelo item refeição em restaurante, com alta de 0,92%, exercendo o principal impacto individual no índice do mês, 0,04 ponto percentual, o grupo alimentação e bebidas voltou a subir, ficando em 0,21% em agosto, enquanto havia apresentado queda de 0,39% em julho.

Vários alimentos que estavam em queda no mês anterior subiram em agosto. É o caso do feijão (carioca, de -0,73% para 1,21%), do arroz (de –1,29% para 0,34%) e das carnes (de –1,50% para 0,52%).

Outros itens exerceram pressão sobre o índice do mês, a exemplo do aluguel residencial, que, da variação de 0,46% de julho, passou para 1,06% em agosto, destacando-se Belo Horizonte, com 2,20% de alta no mês, e Brasília, com 2,07%. Também foi mais intensa a taxa de crescimento dos eletrodomésticos (de 0,61% para 1,27%), dos artigos de vestuário (de 0,15% para 0,68%) e das tarifas dos ônibus interestaduais (de 2,97% para 4,09%).

No caso dos combustíveis, que passaram de -1,17% para 0,01%, apesar da menor intensidade de alta do etanol, que foi de 1,79% para 1,54%, a gasolina apresentou queda bem menos significativa, indo de -1,49% para -0,17%.

Dessa forma, enquanto os alimentos ficaram, em média, 0,21% mais caros, os produtos não alimentícios aumentaram 0,29%, acima do resultado de julho, que foi 0,25%.

Entre os índices regionais, a maior alta foi verificada em Brasília (0,44%), em virtude, principalmente, do aumento do aluguel (2,07%) e dos combustíveis (1,77%). O desempenho mais fraco do índice foi registrado em Recife, com queda de 0,17% devido ao menor resultado dos alimentos (-0,66%).

O IPCA-15 é chamado de prévia da inflação oficial, porque usa a mesma metodologia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), com diferença no período de coleta dos dados. O índice do mês considerou a variação de preços entre 14 de dezembro de 2010 e 14 de janeiro de 2011.

O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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