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Índice ficou em 0,45% no mês, ante ligeira alta de 0,04% em agosto, segundo IBGE

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,45% em setembro, ante uma ligeira alta de 0,04% em agosto, segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior alta para o indicador em setembro desde 2003, quando o IPCA havia subido 0,78%. O resultado ficou na faixa de previsões dos analistas, que esperavam inflação entre 0,38% e 0,51%. Até o mês passado, o IPCA acumula altas de 3,60% no ano e de 4,70% nos últimos 12 meses.

Com o resultado, o IPCA do acumulado do ano está em 3,60%, contra 3,21% de igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a inflação oficial subiu de 4,49% para 4,70%. Em setembro de 2009, o índice havia sido de 0,24%.

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2010 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

O IBGE informou ainda que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou inflação de 0,54% em setembro, ante deflação de 0,07% em agosto.

Alimentos

O grupo alimentação e bebidas foi o responsável por mais da metade do IPCA do mês, com uma contribuição de 0,24 ponto percentual no índice final. O grupo, que teve três meses de queda - junho, -0,90%; julho, -0,76%; e agosto, -024% - fechou setembro em alta de 1,08%.

Segundo o IBGE, entre o grupo não alimentícios também houve aceleração do aumento dos preços, de 0,12% em agosto para 0,27% em setembro. "Apenas um dos nove grupos de produtos e serviços, educação (0,44% em agosto e 0,08% em setembro), não apresentou aceleração do índice de um mês para o outro", disse o instituto.

Deixaram o campo negativo de agosto para setembro os ramos Artigos de residência (-0,31% para 0,46%), Transporte (-0,09% para 0,13%) e Comunicação (-0,03% para 0,04%). Em setembro, das regiões pesquisas, Brasília registrou a taxa mais expressiva, de 0,80%. No sentido contrário, apareceram Porto Alegre e Salvador - em ambas, o IPCA subiu 0,19%.

O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do mês foram comparados os preços coletados de 28 de agosto a 28 de setembro com aqueles vigentes no período de 29 de julho a 27 de agosto.

(Com agências)

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