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Inflação oficial reduz ritmo de alta mensal, mas registra maior índice para março desde 2005

Atualizada às 9h28

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o mês de março em 0,52%, abaixo do 0,78% registrado no mês anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado, no entanto, veio acima do registrado em março de 2009, quando o IPCA ficou em 0,20%.Foi a maior alta para o mês de março desde 2005, quando o índice ficou em 0,61%.

"Com o resultado de março, o acumulado do primeiro trimestre do ano fechou em 2,06%, bem acima da taxa de 1,23% relativa a igual período de 2009", informou o IBGE. No acumulado dos últimos doze meses, o índice teve alta de 5,17%, ante 4,83% dos doze meses imediatamente anteriores.

Segundo o IBGE, a desaceleração no mês de março pode ser atribuída ao fim do efeito sazonal do grupo Educação, que subiu 4,53% em fevereiro. Os produtos não alimentícios recuaram de 0,73% para 0,22% entre fevereiro e março, com a redução nos grupos Educação (de 4,53% para 0,54%) e Transportes (de 0,79% para -0,54%).

O IPCA - conhecido como inflação oficial - é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 26 de fevereiro a 29 de março com os preços vigentes entre 29 de janeiro e 25 de fevereiro.

Alimentos

O grupo Alimentos segue em alta, encerrando o trimestre com elevação de 3,69%. Em março, os alimentos foram responsáveis por 67% do resultado do IPCA. O tomate, cuja produção está prejudicada pelo calor e as fortes chuvas, ficou 42,95% mais caro no mês e foi o grande “vilão” da inflação de março.

“Grande parte dos alimentos teve seu preço majorado de um mês para o outro, alguns deles também prejudicados pelo clima, a exemplo da batata-inglesa, cujos preços subiram 8,44%”, completou o IBGE.

Ainda no grupo Alimentos, contrariaram a tendência e tiveram queda nos preços itens como óleo de soja (-1,57%), café moído (-1,08%) e frango em pedaços (-1.09%).

Já no grupo combustíveis, houve queda nos preços de 2,51%, após alta de 1,14% em fevereiro. “O litro da gasolina (de 0,97% para -1,95%) ficou mais barato influenciado pela forte redução nos preços do álcool (de 3,21%, em fevereiro, para -8,87% em março).”

Regiões

Na avaliação por regiões, o IPCA teve a maior alta registrada na região metropolitana de Belo Horizonte, com 0,81%. Rio de Janeiro e Porto Alegre aparecem na sequência, com elevação de 0,80%.

O menor índice foi observado na região metropolitana de Goiânia, com recuo de 0,17% na inflação oficial.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,71% no mês de março, praticamente estável frente ao 0,70% do mês anterior. Em março de 2009, o índice havia ficado em 0,20%. “Com a taxa do mês, o acumulado do ano fechou em 2,31%, bem acima da taxa de 1,15% relativa a igual período de 2009”, informou o IBGE.

No acumulado de doze meses encerrados em março, o INPC teve alta de 5,30%, ante 4,77% dos doze meses imediatamente anteriores.

“A variação dos produtos alimentícios foi de 1,68%, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,30%. Em fevereiro os resultados ficaram em 1,09% e 0,54%, respectivamente”, concluiu o IBGE.

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