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Após meses de intenso burburinho, o iPad chegou no sábado às lojas da Apple e da rede Best Buy, nos Estados Unidos, dando aos consumidores a chance de decidir se o leitor digital vale mesmo toda a efusiva publicidade feita pela empresa de Steve Jobs. A novidade arrastou milhares de fãs, que passaram a madrugada nas ruas à espera da abertura das lojas.

Após meses de intenso burburinho, o iPad chegou no sábado às lojas da Apple e da rede Best Buy, nos Estados Unidos, dando aos consumidores a chance de decidir se o leitor digital vale mesmo toda a efusiva publicidade feita pela empresa de Steve Jobs. A novidade arrastou milhares de fãs, que passaram a madrugada nas ruas à espera da abertura das lojas. Embora gigantescas, as filas estavam menores do que aquelas feitas quando o iPhone foi lançado, em 2007. Na loja principal da Apple, localizada na Quinta Avenida, em Nova York, a animação cresceu às 9 horas, quando as portas finalmente foram abertas. Minutos depois, alguns fãs já saíram carregando os primeiros iPads, equipamento tido como uma ponte entre o laptop e o smartphone. Acompanhada da filha e da neta, Toni Di Gioron, 66 anos, da Pensilvânia, disse que esperou na fila desde às 5 horas. "Elas estavam realmente excitadas em ter um iPad", disse Toni. Analistas de Wall Street estão curiosos para ver se o aparelho - que foi colocado à venda em mais de 200 lojas da Apple e da Best Buy - pode conquistar as massas. E monitoraram a multidão no fim de semana para avaliar o interesse pelo iPad. <b>Ansiedade</b> As filas começaram a se formar em torno das lojas já na sexta-feira, com consumidores aguardando a abertura das portas em Nova York, Washington, Boston e San Francisco. Em Richmond, no Estado da Virginia, cerca de 100 pessoas se juntaram em frente da loja da Apple, bebendo café e fazendo festa, num clima de férias. Matt Reidy, diretor de uma empresa de tecnologia, disse que chegou ao local à 1 hora e foi o primeiro da fila. "Minha mulher pensa que eu sou louco", disse Reidy, de 43 anos. "Ela disse que eu deveria ser a pessoa mais velha do lugar." De fato, com tanta gente habilitada a reservar o aparelho desde meados de março, haveria poucas razões para ficar na fila antes de sábado. Aqueles que reservaram suficientemente cedo pela internet pegaram seus iPads no sábado, nas próprias lojas ou em casa, por um sistema de entrega. Analistas disseram que a empresa recebeu milhares de reservas. As vendas são estimadas em algo entre 4 milhões e 7 milhões no primeiro ano. A divulgação do iPad foi feita em janeiro depois de meses de especulação, e as ações da Apple subiram fortemente nos últimos dois meses. Muito dessa aposta estava calcada no iPad, que representa uma nova categoria de equipamentos: um aparelho de peso leve que tenta fundir os melhores atributos de um smartphone e um laptop. A tela do iPad mede 25 centímetros. Seu peso é de 680 gramas. O aparelho lembra um iPhone aumentado e roda o mesmo sistema operacional. O preço mínimo é de US$ 499. A versão 3G custa mais de US$ 800. O iPad foi desenhado para acessar mídias de todos os tipos, incluindo games, vídeos, fotografias, livros eletrônicos e revistas. A Apple também está lançando seu próprio negócio de livro digital para competir com o Kindle, da Amazon, e outros leitores digitais e livros eletrônicos. O iPad é o primeiro de uma onda de leitores leves que são aguardados no mercado até o fim deste ano de rivais da Apple, como HP e Dell. A grande questão é se o iPad vai atrair um consumo de massa após a euforia inicial. Os entusiastas elogiaram a beleza da tela e a rapidez da conexão à internet. Mas também foram apontadas algumas falhas. Por exemplo: o aparelho não tem câmera, não pode rodar mais de um aplicativo de uma vez e não permite acesso a sites de vídeo que usam o software Adobe. <i>As informações são da edição de domingo do jornal O Estado de S.Paulo.</i>
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