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Dados do Banco Central mostram que em maio, as despesas líquidas com viagens foram recordes para o mês, em US$ 1,12 bilhão

A taxação com IOF levou o brasileiro a reduzir os gastos com cartão de crédito no exterior. Mas cresceram os pagamentos em dinheiro. Em maio, as despesas líquidas com viagens foram recordes para o mês, em US$ 1,12 bilhão, informou o Banco Central (BC).

O gasto recorde com turismo externo em 2011 levou a autoridade monetária a ampliar, de US$ 12 bilhões para US$ 15 bilhões, a projeção para o déficit líquido dessa conta no ano (resultado de gastos de brasileiros lá fora menos gastos de estrangeiros no Brasil). Em 2010, a conta ficou negativa em US$ 10,5 bilhões.

O chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, informou alguns dados que mostram efeitos iniciais da taxação imposta pelo governo, cuja alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) subiu de 2,38% para 6,38% nas compras com cartão de crédito internacional. Os bancos passaram a aplicar a medida em 28 de abril último.

De acordo com o BC, os pagamentos com cartão de crédito no exterior cresciam 53,8% em abril deste ano ante abril de 2010. Caíram para 33,9% em maio sobre o mesmo mês do ano passado. Em termos nominais, com o cartão foram pagos US$ 908 milhões ou o equivalente a 54,7% do total das despesas com viagens externas em maio. Enquanto em abril foram gastos US$ 1,179 bilhão com cartão de crédito, ou 60,7% das despesas globais do mês lá fora.

Maciel destacou ainda que entre janeiro e maio deste ano, os gastos líquidos por turistas brasileiros no exterior somaram US$ 5,45 bilhões, outro valor recorde para o período. Somente em maio, as despesas brutas com turismo internacional foram no valor de US$ 1,664 bilhão, ante ingressos de US$ 543 milhões com estrangeiros aqui. Neste mês até hoje, as despesas superam a entrada de dólares de turistas estrangeiros no país em US$ 1,203 bilhão, segundo o BC.

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