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WASHINGTON - O presidente George W. Bush disse, nesta sexta-feira, que a intervenção federal nos mercados financeiros é não apenas desejável, mas também essencial para solucionar a pior crise das últimas décadas.

Acordo Ortográfico "A economia americana está enfrentando desafios sem precedentes. Nós estamos respondendo a isso com medidas também sem precedentes", discursou Bush, em frente ao jardim da Casa Branca, ao lado do secretário do Tesouro, Henry Paulson, do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, e do presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Christopher Cox.

Paulson delineou o que chamou de algumas ações agressivas para confrontar a crise financeira do país. "Estamos falando de centenas de bilhões de dólares, disse. Ele acrescentou que iria trabalhar durante o final de semana com políticos para chegar a um acordo sobre um plano que vá direto à raiz da crise.

Espera-se que o governo federal, no que será sua mais ousada tentative de conter a crise financeira, estabeleça um programa para possibilitar que os bancos se livrem de ativos podres ¿ títulos de hipoteca que perderam o valor e são difíceis de comercializar. "Esta soma precisa ser grande o bastante para fazer uma verdadeira diferença e atingir o coração do problema", acrescentou Paulson.

O senador republicano Richard Shelby havia indicado pouco antes que o custo deste plano pode chegar a US$ 1 trilhão.

Momento-chave

"Este é um momento-chave para a economia norte-americana", disse Bush. "Devemos agir agora para proteger a saúde de nossa nação de um sério risco." O presidente afirmou que os passos definidos pela administração não são "sem riscos". "Quantias significativas de dólares do contribuinte estão em jogo. Mas esperamos que esses recursos sejam repostos no futuro."

Foi a terceira vez na semana que Bush faz declarações sobre a crise, um esforço para acalmar mercado e consumidores nervosos. 

(Com informações de CNN.com, AP e AFP)

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