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Mesmo com toda a legislação para impedir irregularidades, alguns prefeitos ainda encontram brechas para gastar indevidamente o dinheiro que deveria ser investido no pagamento das aposentadorias dos servidores. O Instituto de Previdência de Guaratuba (IPG) quase foi à falência por conta de um rombo de mais de R$ 15 milhões.

A situação na cidade era tão complicada que os especialistas no setor diziam que o IPG sobreviveria por mais cinco anos. "Entendo isso como um roubo. Confio na Justiça. Acho que a lei existe para ser cumprida. Tenho certeza que ainda conseguirei recuperar esse dinheiro. Mas a Justiça é morosa", disse Evani Justus, prefeita tucana da cidade de Guaratuba, no litoral do Paraná.

O desfalque nos cofres da previdência local fez com que o município perdesse o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), que é concedido pelo Ministério da Previdência Social para as cidades que cumprem à risca os repasses para o regime próprio do servidor.

Sem o CRP, a cidade ficou sem receber transferências voluntárias do governo federal por cinco anos. Para impedir um desgaste político maior, a prefeita assumiu a dívida, em vez de optar pela extinção do regime e envio dos servidores para o INSS.

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