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Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula variação de 6,55% em doze meses e segue acima do teto da meta do BC

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou e teve variação de 0,47% no mês de maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 0,30 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,77%). Essa é a menor variação mensal desde outubro do ano passado (0,75%) e a quarta queda consecutiva no ano após uma forte pressão de preços verificada a partir do quarto trimestre de 2010.

No acumulado em 12 meses o indicador acumula alta de 6,55% e segue ligeiramente acima do limite superior de 6,50% da meta de inflação determinada pelo governo. O centro da meta é de 4,5%, com variação de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.O acumulado em 2011 está em 3,71%, 0,62 ponto percentual acima da taxa em igual período de 2010 (3,09%).

Inflação oficial

Comportamento mensal do IPCA e acumulado em 12 meses

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Fonte: IBGE

O resultado do mês passado veio dentro da média das projeções do analistas de mercado que esperavam o IPCA de maio em 0,48%. Em maio do ano passado, a inflação oficial havia registrado elevação de 0,43%.

Os analistas que acompanham a evolução dos índices de inflação esperam que no segundo semestre a pressão sobre os preços dos alimentos e dos combustíveis recue. Caso isso se confirme, o IPCA poderá fechar o ano dentro do limite de 6,5% previsto pelo governo.

Nesta terça-feira, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna ( IGP-DI ) teve forte desaceleração em maio, segundo dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador registrou variação de 0,01% no mês, após alta de 0,5% em abril

Recuo nos preços dos combustíveis

Segundo o IBGE, o comportamento dos preços no setor de transportes foi determinante para a redução na taxa de crescimento do IPCA de abril para maio. Da alta de 1,57% em abril, o grupo passou para uma queda 0,24% em maio, em grande parte devido ao comportamento dos combustíveis, que, de uma variação de 6,53% em abril passaram a -0,35% em maio. O litro do etanol teve queda de 11,34% em maio, enquanto havia subido 11,20% em abril, e, com isso, constituiu-se no principal impacto para baixo no índice do mês: -0,06 ponto percentual. O preço do litro da gasolina passou de uma alta de 6,26% em abril para 0,85% em maio. As passagens aéreas (de -9,42% em abril para -11,57% em maio), os automóveis novos (de -0,28% em abril para -0,58% em maio) e os usados (de -0,53% em abril para -1,26% em maio) também contribuíram para o menor resultado do grupo no mês.

Além dos transportes, os grupos vestuário (de 1,42% em abril para 1, 19% em maio) e saúde e cuidados pessoais (de 0,98% para 0,73%), apesar dos resultados relativamente altos, também mostraram desaceleração em maio. Já os alimentos apresentaram ligeira alta de abril para maio, passando de 0,58% para 0,63%.

No segmento de habitação, que registrou avanço de 0,77% em abril para 0,97% em maio, o destaque ficou com o aumento na taxa de água e esgoto (de 1% em abril para 2,32% em maio), em razão de reajustes nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Salvador, além de Goiânia e o valor do aluguel residencial que avançou de 0,76% em abril para 0,95% em maio.

No grupo despesas pessoais (de 0,57% em abril para 0,72% em maio), a alta foi decorrente, principalmente, do aumento nos salários dos empregados domésticos, de 0,54% em abril para 1,14% em maio.

Entre os índices regionais, a maior variação foi verificada em Belo Horizonte (0,70%), em virtude de reajustes na taxa de água e esgoto e nas tarifas da energia elétrica. O menor índice foi o de Brasília (0,02%), onde os combustíveis tiveram a expressiva queda, de 3,35% (gasolina, -2,23%, e etanol, -18,04%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos nas nove maiores regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para o cálculo do índice de maio foram comparados os preços coletados entre 29 de abril a 27 de maio com os vigentes entre 30 de março e 28 de abril.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou o mês de maio com variação de 0,57%, 0,15 ponto percentual abaixo do resultado de abril (0,72%). Com isso, o acumulado em 2011 está em 3,48%, pouco abaixo da taxa de 3,50% relativa a igual período de 2010. Nos últimos 12 meses, o índice registra alta de 6,44%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores (6,30%). Em maio de 2010 o INPC havia ficado em 0,43%.

Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,58% em maio, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,57%. Em abril, os resultados haviam sido 0,63% e 0,76%, respectivamente.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de BeloHorizonte (0,86%), assim como no IPCA, em virtude de reajustes na taxa de água e esgoto e nas tarifas de energia elétrica. O menor índice foi o de Brasília (0,15%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com renda entre 1 e 6 salários mínimos.

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