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Com pressão menor de alimentos e transportes, índice tem alta de 0,51% no mês, ante variação de 0,95% em abril

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A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) perdeu força, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice registrou alta de preços de 0,51% na quadrissemana encerrada em 31 de maio, uma taxa bem menor que a apurada no IPC-S de até 30 de abril, quando houve aumento de 0,95%. O resultado também foi menor que o apurado pelo IPC-S imediatamente anterior, referente à quadrissemana finalizada em 22 de maio, quando o indicador subiu 0,96%.

A taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam inflação entre 0,49% e 0,85%. A mediana das projeções apontava taxa de 0,62%. Segundo a FGV, esta foi a menor taxa para o indicador desde a quarta semana de fevereiro de 2011, quando o índice subiu 0,49%. Com o resultado anunciado hoje, o indicador acumula alta de 3,98% no ano e de 6,37% nos 12 meses encerrados em maio.

Todas as sete classes de despesas usadas para cálculo do IPC-S apresentaram desaceleração de preços entre e a terceira e a quarta quadrissemana de maio. Os destaques partiram de dois grupos: Alimentação (de 1,27% para 0,47%) e Transportes (de 1,04% para 0,01%). Isso ocorreu porque estas classes de despesas foram beneficiadas por taxas de inflação mais fracas em produtos de peso no cálculo da inflação varejista, como hortaliças e legumes (de 6,84% para 3,08%) e gasolina (de 3,81% para 0,75%), respectivamente.

Os outros grupos que apresentaram desaceleração de preços no período foram Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,88% para 0,60%), Habitação (de 0,91% para 0,83%), Vestuário (de 1,04% para 0,71%), Despesas Diversas (de 0,46% para 0,19%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,27% para 0,19%).

A FGV informou ainda que, entre os produtos pesquisados para cálculo do IPC-S de até 31 de maio, os aumentos mais intensos foram apurados nos preços de taxa de água e esgoto residencial (3,22%), tomate (12,58%) e tarifa de eletricidade residencial (1,34%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em álcool combustível (baixa de 11,25%), laranja pera (queda de 13,70%) e cenoura (recuo de 7,75%).