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SÃO PAULO, 23 de fevereiro (Reuters) - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou em linha com o esperado em fevereiro, pressionada por maiores custos de educação e alimentos. O indicador subiu 0,94 por cento neste mês, após elevação de 0,52 por cento em janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

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Analistas consultados pela Reuters previam uma taxa de 0,93 por cento, de acordo com a mediana e a média de 18 projeções, que variaram de 0,85 a 0,96 por cento.

Os custos de Educação aumentaram 4,55 por cento, sendo a maior contribuição para o índice do mês, de 0,32 ponto percentual.

"Esse resultado reflete os reajustes verificados no início do ano letivo, com destaque para os aumentos nas mensalidades dos cursos de ensino formal, que subiram 5,38 por cento e constituíram-se no item de maior contribuição individual no índice do mês, de 0,26 ponto percentual", disse o IBGE em nota.

Os preços do grupo Alimentação avançaram 0,98 por cento em fevereiro, após subirem 0,81 por cento em janeiro. O clima quente e chuvoso desta época do ano costuma prejudicar os produtos in natura e o açúcar está em período de alta.

O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA, o índice que serve de referência para a meta de inflação do país.

A metodologia de cálculo é a mesma, apurando a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos em 11 regiões metropolitanas do país. A diferença está no período de coleta, já que o IPCA mede o mês calendário.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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