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Índice ficou praticamente estável, com variação de 0,01% no mês passado, segundo informações do IBGE

A inflação oficial no País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de julho praticamente estável, com variação em 0,01%. A taxa é a mais baixa para o mês desde julho 1998, quando ocorreu deflação de 0,12%.

Com esse resultado, o acumulado do ano está em 3,10%, acima dos 2,81% referentes a igual período de 2009. Considerando os últimos 12 meses, o IPCA passou para 4,60%, abaixo do acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (4,84%). Em julho de 2009, o índice havia sido de 0,24%.

Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os alimentos, cujo movimento de alta já havia perdido força no mês de maio, apresentaram variação de -0,76% e, embora tenham continuado em queda, mostraram menor intensidade do que no mês anterior, quando o resultado havia sido de -0,90%.

Inflação oficial

Variação mensal (%)

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Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Assim, a contribuição do grupo alimentação e bebidas em julho foi de -0,17 ponto percentual, enquanto em junho havia sido de -0,20 ponto percentual. O movimento de queda se manteve em todas as regiões pesquisadas, indo de -0,07% em Recife até -1,51% em Belo Horizonte.

Vários produtos alimentícios ficaram mais baratos em relação a junho, a exemplo do tomate, que, com preços 23,90% mais baixos, apresentou a mais significativa contribuição para menos no IPCA de julho: -0,05 ponto percentual. O item refeição fora, embora com alta de 0,65%, se manteve em direção decrescente diante da taxa de 0,80% de junho e 1,15% de maio. Já as frutas, que vinham de uma queda de 2,26% de junho, registraram alta de 1,13% em julho, movimento similar ao do item carnes, que passou de -0,55% em junho para um aumento de 0,33% no mês seguinte.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além das cidades de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 28 de julho de 2010 com os preços vigentes no período de 29 de maio a 28 de junho.

Habitação e transporte

O IBGE verificou em julho alta de 0,54% nas despesas com habitação, basicamente, provocada pela energia elétrica, que apresentou variação de 1,17% no mês, em consequência do resultado de 14,07% registrado na região metropolitana de Curitiba, onde o reajuste total sobre o quilowatt/ hora ficou em cerca de 15%, percentual integralmente apropriado no mês de julho. Assim, a energia elétrica foi o item que exerceu a maior contribuição no índice do mês: 0,04 ponto percentual.

O grupo transporte também mostrou certa aceleração de junho (-0,21%) para julho (0,08%). O destaque ficou com as tarifas dos ônibus urbanos, que não haviam apresentado variação em junho e, em julho, aumentaram 0,38%, reflexo de um aumento na região metropolitana de Belém. Também se destacaram as tarifas dos ônibus interestaduais, que, da queda de 0,38% de junho, passaram para alta de 1,27% em julho.

Ainda no grupo transporte, o etanol, com queda de 5,41% em junho, mostrou sinais de aceleração em julho, com 1,52%. Embora várias regiões pesquisadas ainda tenham apresentado queda, os preços em São Paulo ficaram 4,27% mais caros por litro, seguidos por Porto Alegre, com 1,52%. Com isso, a queda nos preços da gasolina se reduziu de -0,76% em junho para -0,13% em julho.

Já as passagens aéreas (de 12,57% em junho para 9,15% em julho), apesar do aumento menos intenso que no mês anterior, constituíram-se na segunda maior contribuição ao IPCA de julho: 0,03 ponto percentual.

O grupo despesas pessoais (de 0,74% em junho para 0,54% em julho), embora tenha registrado a mais alta taxa, ao lado de habitação, mostrou aumento de preços menos intenso de um mês para o outro. Isso porque, além de a variação do cigarro (3,70% em junho e 1,14% em julho) ter sido suavizada os salários dos empregados domésticos (0,58% em junho e 0,41% em julho) também tiveram a taxa reduzida.

Por sua vez, os remédios (0,47% em junho e -0,16% em julho) influenciaram na redução do resultado do grupo saúde e cuidados pessoais, que passou de 0,57% para 0,31%, enquanto as liquidações reduziram a taxa dos artigos de vestuário (0,58% em junho e -0,04% em julho).

Variação do INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de -0,07% em julho, após ter caído 0,11% em junho. Com esse resultado, o acumulado em 2010 ficou em 3,31%, acima da taxa de 2,99% relativa a igual período de 2009. Considerando os últimos 12 meses, o índice situou-se em 4,44%, abaixo dos 4,76% referente aos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2009 o INPC havia ficado em 0,23%.

Os produtos alimentícios continuaram em queda, porém em menor intensidade, passando de -1,05% em junho para -0,92% em julho, enquanto os não alimentícios ficaram muito próximos com 0,30% em junho e 0,29% em julho.

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