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Índice caiu de 0,5% em abril para 0,01% em maio; taxa é a menor para o mês em 6 anos, segundo dados da FGV

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve forte desaceleração em maio, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador registrou variação de 0,01% no mês, após alta de 0,5% em abril. Esse é o menor patamar para um mês de maio desde 2005 (-0,25%). A taxa também é a menor variação mensal desde dezembro de 2009 (-0,11%).

O recuo dos preços no atacado puxou a desaceleração do indicador no mês. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou queda de 0,63%, ante alta de 0,24% em abril.

Dos itens que compõem o IPA, o índice relativo a Bens Finais teve variação negativa de 0,45%, frente a alta de 0,5% em abril, impulsionado pela desaceleração dos alimentos em in natura (5,5% para 3,36%).

Já o índice do grupo Bens Intermediários teve queda de 0,41%, ante alta de 0,70% um mês antes. O destaque fica com o recuo de preços de materiais e componentes para manufatura (0,84% para -0,70%).

A queda foi ainda mais acentuada no estágio de Matérias-Primas Brutas, que passou de -0,63% em abril para -1,1% em maio. As maiores desacelerações foram observadas em cana-de-açúcar (10,86% para 0,09%), algodão (em caroço) (-10,35% para -25,46%) e milho (em grão) (1,81% para -3,02%).

A inflação aos consumidores também contribuiu para a queda do IGP-DI. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de 0,95% em abril para 0,51% em maio. Houve queda em seis das sete classes de despesa pesquisadas pela FGV, com destaque para os grupos Transportes (2,10% para 0,01%) e Alimentação (1,04% para 0,47%).

Em sentido contrário, os custos da construção aceleraram em maio. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 1,06% em abril para 2,94% em maio. Os três grupos que compõem o índice tiveram alta – Materiais e Equipamentos (0,46% para 0,49%), Serviços (0,29% para 0,57%) e Mão de Obra (1,74% para 5,48%).

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