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Índice calculado pela FGV tem leve aceleração em relação a setembro (1,12%), puxada por preços ao consumidor

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) subiu 1,15% em outubro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em setembro, a variação foi de 1,12%. Enquanto a alta de preços no atacado foi menor em outubro, houve avanço da inflação ao consumidor e na construção.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,51% em outubro, abaixo do verificado em setembro (1,63%). No grupo de Bens Finais, a variação foi de 1,70% em outubro, ante 0,88% em setembro, puxado pelo aumento de preços dos itens alimentos in natura.

O grupo Bens Intermediários avançou 0,10% no mês, ante 0,36% em setembro. Um dos destaques foi o item "materiais e componentes para a manufatura", que saiu de 0,39% em setembro para -0,03% em outubro. O índice de preços de Matérias-Primas brutas passou de alta de 4,48% para 3,26% em outubro, com destaque para recuo de preços de minério de ferro, algodão em caroço e soja.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou aceleração em outubro, com variação de 0,55%, ante 0,11% em setembro. Das sete classes de despesas que compõem o índice, seis registraram avanço de preços, com destaque para o grupo Alimentação (-0,05% para 1,07%).

Também contribuíram para a aceleração do IPC os grupos Habitação (0,21% para 0,36%), Vestuário (0,10% para 1,14%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,25% para 0,48%), Educação, Leitura e Recreação (0,14% para 0,35%) e Despesas Diversas (0,13% para 0,18%). A exceção foi o grupo Transportes (0,12% para -0,02%), influenciado pelo recuo nos preços da gasolina.

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou leve aumento da inflação em outubro, para 0,20%, ante 0,13% em setembro. O resultado foi influenciado pela alta de preços do grupo Materiais e Equipamentos, que avançou de 0,19% para 0,42% em outubro. Já os outros dois itens que compõem o índice tiveram desaceleração no período - o grupo Serviços recuou de 0,34% para 0,22%, enquanto Mão-de-Obra caiu de 0,03% para 0,01%.

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