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Taxa que mostra demanda das famílias recua à metade no primeiro trimestre deste ano

O consumo das famílias brasileiras continua crescendo, mas em ritmo menor. A demanda interna, que havia aumentado 2,3% no último trimestre do ano passado, avançou apenas 0,6% de janeiro a março - uma taxa reduzida à metade. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Realmente houve desaceleração no consumo das famílias brasileiras, refletindo as medidas do governo de aumento das exigências de crédito. Houve ainda efeito da desaceleração da massa salarial, que também afetou a demanda", afirma a gerente de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis. A economista explica que a inflação tem efeito indireto sobre a renda, pois reduz o poder de compra do trabalhador, afetando seu consumo.

O freio no consumo, porém, não foi acompanhado pelos investimentos. Pelo contrário, a Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos, avançou 1,2% entre janeiro e março, bem mais do que registrado no trimestre anterior, quando a mesma taxa foi de apenas 0,4%.

"O crédito do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) ajudou bastante", afirmou. "O aumento do juro ainda não foi repassado para a economia, não atrapalhou os investimentos", acrescentou Rebeca.

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,2% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2010. Em comparação ao trimestre anterior, o resultado foi de 1,3%, em linha com o que esperavam os especialistas.

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