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A confiança do empresário industrial em outubro ficou acima dos níveis pré-crise. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta segunda-feira.

O indicador alcançou 65,9 pontos, uma alta de 7,7 pontos na comparação com o dado anterior, de julho, e de 18,5 pontos em relação a janeiro deste ano, quando teve o pior resultado desde o início da crise. O addo indica "a consolidação do processo de crescimento e a possível retomada dos investimentos", segundo a CNI.

Os resultados indicam que o empresário está percebendo o fim da crise e aposta em uma recuperação sustentada no futuro, avaliou Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI. Segundo ele, os npumeros são mais fortes do que no início da crise porque partem de um patamar mais baixo.

Antes, a produção industrial estava num ritmo forte, então o empresário não acreditava que subiria muito. Como agora estamos com uma produção ainda inferior em relação ao ano passado, o empresário tende a apostar numa alta mais rápida, analisou Fonseca.

O índice foi puxado principalmente pelo componente de condições atuais da economia brasileira e da empresa. Esse indicador subiu de 47,2 pontos em julho para 60,5 pontos. Segundo a CNI, esta é a primeira vez no ano em que esse indicador fica acima de 50 pontos, o que indica otimismo. Abaixo deste patamar significa falta de confiança.

A componente do ICEI sobre as expectativas dos empresários para os próximos seis meses também teve aumento, passando de 63,6 pontos em julho para 68,7 pontos em outubro. Essa alta revela o otimismo crescente do empresário, indicando inclusive a retomada dos investimentos, avalia Fonseca.

A pesquisa foi feita entre os dias 30 de setembro e 23 deste mês. O questionário foi respondido por um total de 1.418 empresas, das quais 198 de grande porte, 401 médias e 819 de pequeno porte. O ICEI é feito trimestralmente.

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