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Brasília, 04 - A indústria de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul, responsável por 65% da produção nacional deste setor, pediu hoje socorro ao Ministério da Fazenda. Uma delegação empresarial organizada pelo Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas do Rio Grande do Sul (Simers) esteve no Ministério da Fazenda e pediu adoção urgente de medidas de socorro, afirmando que o setor registra queda de 50% nas vendas desde novembro do ano passado.

O presidente do sindicato, empresário Cláudio Affonso Bier, observou que o setor tem papel importante na economia da região Sul e reclamou da pouca atenção do governo à agricultura neste momento em que o País sofre os efeitos da crise internacional. Bier criticou o fato de a equipe econômica já ter dado ajuda aos setores automobilístico, financeiro e habitacional e, até agora, não ter adotado medidas de apoio à agricultura.

Bier defendeu a necessidade de se expandir para agricultores de médio porte os benefícios do programa Mais Alimento, voltado para pequenos agricultores. O Mais Alimento garante financiamento mais barato na compra de máquinas e implementos agrícolas, o que ajudou o setor a ter um forte crescimento em 2008. Com a crise, observou, as vendas ficaram estagnadas. Bier revelou que há muitos agricultores que, apesar de terem recursos, estão indecisos, com o dinheiro parado, receosos por causa do cenário econômico.

O presidente do Simers afirmou que é necessário um "fato novo" para estimular os agricultores a investir. Disse que o socorro é "urgente" e defendeu a desoneração total de PIS e Cofins para máquinas e equipamentos. Ele disse que a agricultura é importante para o País e que o governo não pode "deixá-la de lado". Bier esteve na Fazenda acompanhado de prefeitos e empresários do Rio Grande do Sul. Foram recebidos por uma assessora da Secretaria de Política Econômica.

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