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SÃO PAULO - As vendas mundiais de chips cresceram 5,4% no primeiro semestre deste ano. Apenas em junho, a alta foi de 8% na comparação com igual mês do ano passado, segundo a Associação da Indústria de Semicondutores (SIA, na sigla em inglês). Até agora, afirma a entidade, o aumento no custo da energia não teve impacto significativo sobre a demanda por produtos eletrônicos que, por sua vez, impulsionam as vendas de chips.

No total, o faturamento do setor com chips alcançou US$ 127,5 bilhões entre janeiro e junho deste ano, contra US$ 121 bilhões em igual período de 2007. No mês de junho, a receita do setor foi de US$ 21,6 bilhões, ante os US$ 20 bilhões de um ano antes. Em relação a maio, as vendas de junho aumentaram 0,5%.

Com isso, a indústria fechou o segundo trimestre com um faturamento total de US$ 64,7 bilhões, 3% mais que em igual intervalo do ano passado.

A robustez continuada nos mercados internacionais - em conjunto com uma demanda saudável nos EUA - ajudou a levar a vendas mais elevadas de chips em junho, afirmou o presidente da SIA, George Scalise. Produtos que impulsionam a demanda por chips - especialmente computadores pessoais, que respondem por 40% das vendas de semicondutores, e celulares, que correspondem a cerca de 20% da demanda - continuaram a apresentar crescimento de dois dígitos em unidades, acrescentou.

Segundo Scalise, os mercados emergentes têm representado um dos principais catalisadores das vendas mundiais de chips. As vendas de PCs em unidades nos mercados emergentes devem crescer 19% - mais que o dobro da taxa de crescimento dos mercados desenvolvidos neste ano. Em 2008, os países ricos - com vendas de mais de 153 milhões de unidades - vão representar metade das vendas mundiais de PCs, afirmou.

Segundo a SIA, os mercados emergentes vão representar 66% das vendas de chips para equipar aparelhos celulares neste ano, com um total de 1,3 bilhão de semicondutores - 61% mais que em 2007. Scalise explica que o surgimento de uma grande população de classe média na China, Índia, Leste Europeu e América Latina mais do que compensou a taxa mais fraca de crescimento na economia dos EUA. Esperamos que a demanda por eletrônicos pessoais nesses novos mercados continue a superar a expansão dos mercados desenvolvidos por vários anos, afirmou.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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