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SÃO PAULO - As incertezas em relação à crise global e seus efeitos domésticos já influenciam o nível de inadimplência dos consumidores brasileiros. O índice medido nacionalmente pela Serasa Experian mostra que no mês de novembro houve alta de 1,7% na inadimplência em relação a outubro e de 8,4% na comparação com novembro de 2007.

Na avaliação da Serasa Experian, além do nível alto de endividamento de longo prazo, os consumidores estão pressionados por juros maiores, aumento do uso do cheque especial - que é um dos créditos mais caros da praça - e pela insegurança gerada pelo cenário de crise, que coloca em risco emprego e renda.

Além de ter crescido em todas as bases comparativas, a série da empresa mostra que a inadimplência vem aumentando há três meses consecutivos, sempre no confronto com o mês imediatamente anterior. Em setembro a alta foi de 1,2%, seguido de aumento de 4,9% em outubro e de 1,7% nesta medição.

As dívidas com bancos ainda lideram os compromissos em atraso e ampliaram presença no acumulado deste ano para 43,1% do total, ante fatia de 39,9% verificada em igual período do ano passado. Também aumentou o valor médio das dívidas com bancos, que somaram em média R$ 1.343,82 até novembro, o que equivale a aumento de 5,2% em relação ao acumulado no mesmo período de 2007.

Em igual comparação, as dívidas com cartões de crédito e financeiras apontaram valor médio 9,3% maior, atingindo R$ 400,21. Esses meios de pagamento aparecem em segundo lugar na incidência de inadimplência, com 33,5% do total.

Outros 27,4% do total da inadimplência estão relacionados com cheques devolvidos por falta de fundos, cujo valor médio neste ano até novembro cresceu 15,3%, para R$ 700,82. Por fim, os títulos protestados perfazem 2,2% do total de dívidas em atraso no período, com débitos somando R$ 970,09 em média, valor 10,1% acima do apurado até novembro de 2007.

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